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Construídas milhares de moradias

Victória Quintas | Huambo

A Kora-Angola vai construir na província do Huambo 12 mil moradias, através do projecto habitacional Horizonte, que foi apresentado ontem ao governo da província.

A Kora-Angola está a negociar com vários bancos privados para estabelecer protocolos de parceria para facilitar o acesso ao crédito
Fotografia: Francisco Lopes

A Kora-Angola vai construir na província do Huambo 12 mil moradias, através do projecto habitacional Horizonte, que foi apresentado ontem ao governo da província.
O projecto vai ser desenvolvido em quatro localidades, Bailundo, Caála, Chipipa e Lossambo.
As residências e apartamentos do projecto, de média renda, são do tipo T3 e construídas numa área bruta de aproximadamente 100 metros quadrados.
O município da Caála tem prevista a construção de quatro mil residências e o Bailundo três mil. No Huambo, a localidade do Lossambo vai ser contemplada com duas mil residências e a comuna da Chipipa com três mil.
O projecto habitacional Horizonte, com um período de execução de três anos, contempla igualmente a construção de infra-estruturas de acesso às habitações, desde os arruamentos, redes e sistemas de drenagem de águas residuais, domésticas e pluviais, redes de abastecimento de energia eléctrica, abastecimento de água potável e iluminação pública.
A directora comercial da Kora-Angola, Lídia Santos, disse que na primeira fase do projecto, tanto as moradias como os apartamentos T3 vão ser vendidos ao equivalente a 55.600 dólares.
Lídia Santos referiu que o processo de aquisição pode iniciar com um contrato de reserva do imóvel, com base num pagamento de cinco por cento do valor. No momento da assinatura do contrato-promessa de compra e venda, o cliente tem que dar outro adiantamento de dez por cento. O montante restante é liquidado aquando da entrega da casa ou faseadamente ao longo da construção.
“O pagamento das residências é a pronto, mediante capitais próprios ou através de um crédito habitação. A Kora-Angola está em negociação com vários bancos privados para estabelecer protocolos de parceria, de forma a facilitar o acesso ao crédito habitação por parte dos compradores”, disse.
Lídia Santos referiu que a Kora-Angola vai ter no Huambo um stand de vendas, onde vai poder receber os seus clientes e esclarecer quaisquer dúvidas que tenham acerca do projecto Horizonte. Nestes espaços os clientes celebram os contratos de reserva. O stand do Huambo está localizado no município da Caála.
O director-geral do Kora-Angola, Nimrod Gerber, disse ao Jornal de Angola que este projecto foi concebido para que fosse economicamente viável, socialmente justo e transparente e ecologicamente correcto, ao mudar o conceito urbano para comunidade urbana.
“É nesta lógica que vamos funcionar, de forma a oferecer a melhor qualidade ao melhor preço.”
Nimrod Gerber disse ainda que este novo conceito de comunidade urbana, por eles desenvolvido, visa o crescimento de novos pólos de desenvolvimento social e económico, bem como a descentralização do crescimento populacional em Angola.
“Particularmente no Huambo, onde vão ser edificadas 12 mil habitações, este projecto abre várias janelas de oportunidade, principalmente se considerarmos que estas casas vão ser o lar de mais de 70 mil pessoas e o local de trabalho de outros tantos milhares de profissionais.”
A Kora-Angola, para esta empreitada, conta com 60 trabalhadores, 30 por cento dos quais são estrangeiros. Além do Huambo, o projecto Horizonte vai chegar às províncias de Luanda, Bié, Huambo, Kwanza-Sul, Uíge e Moxico. 

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