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Corte da fibra óptica está a criar transtornos

Mário Clemente | Huambo

O director da Angola Telecom, Adriano Muteka Muholo, disse que a paralisação da rede da Movicel, que se regista há mais de duas semanas na província do Huambo, deve-se a constantes cortes efectuados pela empresa Anglobal, subsidiada pela operadora Unitel.

O director da Angola Telecom, Adriano Muteka Muholo, disse que a paralisação da rede da Movicel, que se regista há mais de duas semanas na província do Huambo, deve-se a constantes cortes efectuados pela empresa Anglobal, subsidiada pela operadora Unitel.
 Muteka Muholo disse que a Anglobal, que está também a lançar a fibra óptica de uma das operadoras de telecomunicações, desde o ano passado, já efectuou 19 cortes, que causaram prejuízos avaliados em mais de 513 mil dólares.
 Os cortes duram dias e, segundo Muteka Muholo, muitas vezes as equipas de reparação se debatem com dificuldades para identificar o local da ruptura, porque a empresa faz o corte e não tem a responsabilidade de colocar qualquer sinal a indicar o local danificado.
 “Nós neste momento estamos a depender de três fontes de transmissão, o ADS, fibra de categoria 3 (Benguela/Huambo, Wako Kungo/Huambo e Huíla, a partir de Caconda, passando por Catata e Cuima até Huambo).”
 Além desta dificuldade, Adriano Muholo apontou outras, provocadas na reparação das estradas, sobretudo na via Benguela/Huambo, onde decorrem algumas obras no troço Alto Catumbela/Ganda.
 “Isso causa demora na reparação da avaria, visto que a Comatel passa muito tempo a encontrar o local do corte, para a devida reparação. Fica um pouco mais fácil quando a ruptura se localiza no próprio território, porque a identificação é um pouco mais rápida”, disse.
 Apesar de todos estes transtornos, o director tranquiliza os clientes, afirmando que a empresa Angola Telecom está a concluir um projecto que vai facilitar a transmissão por micro ondas.
 As obras de montagem dos repetidores ao longo das vias estão no fim e, de acordo com ele, este é um dos recursos que se encontrou para a superação dos constantes cortes da fibra óptica.
 “Até o mais tardar no mês de Maio temos as obras do projecto concluídas, para que possamos minimizar essas situações, porque de facto não é fácil o que atravessamos”, desabafou.
 Por seu turno, Job Júnior, chefe regional Sul/Leste da Movicel, garantiu que a operadora vai melhorar os seus serviços na segunda quinzena de Junho, com o projecto de transmissão via Micro ondas.
 Job Júnior disse que a Movicel vai deixar de depender dos serviços da Angola Telecom na rede de comunicação de fibra óptica, dentro em breve. Garantiu que os trabalhos estão numa fase avançada, as torres de transmissão já estão montadas no Ukuma, Longonjo, Tchindjendje e na comuna da Calenga.   “A Movicel tem planos de montar uma nova central no Huambo, para melhorar o sinal”, disse.

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