Províncias

Crescem os casos no hospital do Huambo

Juliana Domingos | Huambo

O número de pessoas que sofrem de doenças mentais na província do Huambo está a aumentar consideravelmente nos últimos tempos, disse ontem a psiquiatra Augusta Leopoldina, do hospital local especializado no tratamento da patologia.

A médica salientou que o quadro da doença é desolador e preocupante, uma vez que as principais vítimas são jovens. Diariamente, o banco de urgência da única psiquiatria da província atende mais de 60 doentes, alguns deles provenientes das províncias vizinhas.A explicação para este fenómeno prende-se com o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e de outras drogas, abandono, desemprego, depressão, frustração, entre outros.
Perante esta situação, o hospital precisa de reforçar e melhorar os serviços e o atendimento dos doentes, salientou a psiquiatra. Para isso, é necessário aumentar o número de médicos, enfermeiros e pessoal de apoio, além de outros técnicos superiores, em especial psicólogos.
Augusta Leopoldina lamentou a atitude de muitas famílias que, em vez de ajudarem os seus parentes doentes, têm estado a abandona-los no hospital e, nalguns casos, deixam simplesmente que andem entregues à sua sorte, agudizando cada vez mais o seu sofrimento.
A doença, alertou a médica, deve merecer toda a atenção, tanto de especialistas como de outras forças, razão pela qual critica a estigmatização de que estas pessoas são vítimas.
Perante estas atitudes condenáveis de familiares, que abandonam os doentes, a unidade de saúde mental tem procurado sensibilizar os parentes no sentido de não os excluírem.

Tempo

Multimédia