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Cultivo de arroz com bons indicadores

O campo de experimentação de cultivo de arroz em regadio, criado em Janeiro deste ano pelo Instituto de Investigação Agronómica (IIA), na localidade da Chianga, a 12 quilómetros da cidade do Huambo

Está a apresentar bons indicadores, fazendo antever uma excelente produtividade, assegurou ontem o técnico Adão Gonçalves Pinheiro, um dos responsáveis do projecto.
Em declarações à Angop, disse que as plantas estão na fase de floração, estando prevista a colheita entre finais de Maio e início de Junho. Ainda assim, a julgar pela quantidade de flores e panículas formadas nas plantas, o especialista em produção de arroz em regadio antevê uma grande colheita no campo de experimentação.
 Com pouco menos de um hectare de superfície, Adão Pinheiro estima que venha a ser colhida uma tonelada, muito acima do que era colhido se fosse empregue a técnica de sequeiro, utilizada frequentemente pelos produtores de arroz.
 “Estamos muito satisfeitos com os resultados atingidos até ao momento. A nossa previsão é colhermos uma tonelada neste campo de experimentação e, pelo que estamos a constatar, é possível”, garantiu.
Adão Gonçalves Pinheiro disse que a técnica de cultivo de arroz em regadio, importada no ano passado do Japão, inclui a filtragem no solo para permitir maior acumulação de água no local de plantio e uma maneira diferente de sachar.
 A produção em regadio começa com a criação de viveiros, onde as sementes permanecem durante 45 dias, e só depois é que acontece a fase de implantação do arroz em solo definitivo.
 “Os viveiros permitem-nos determinar o vigor das plantas, na fase inicial do seu crescimento”, disse.

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