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Cultura de soja no Huambo

António Canepa | Huambo

O Instituto de Investigação Agronómica de Angola (IIA), em conjunto com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e a Fundação espanhola CODESPA apresentaram na semana finda, na Faculdade de Ciências Agrárias da Universidade José Eduardo dos Santos, na Chianga, um projecto de promoção da cultura da soja nas províncias do Huambo e Bié.

Neste momento estão em fase experimental três variedades de soja importadas de vários países
Fotografia: Jornal de Angola

O projecto é financiado pelo PNUD e pela Agência Espanhola de Cooperação Internacional e Desenvolvimento (AECID) e tem por objectivo apoiar os camponeses no cultivo da soja, na produção de sementes de qualidade e nos meios de armazenamento do grão.
Na primeira fase, que vai de Outubro do ano passado a Julho deste, o projecto envolve seis cooperativas de camponeses, e um total de 600 famílias das comunas e aldeias dos municípios do Bailundo, comuna da Chipipa e Chicala Cholohanga, na província do Huambo, e Catabola, na província do Bié, para dentro de aproximadamente um ano se proceder ao lançamento da produção em grande escala.
O representante da CODESPA e apresentador do empreendimento, Borja Monreal, assegurou que, com o projecto em curso, Angola pode tornar-se, nos próximos anos, num grande produtor de soja para o consumo humano e animal, melhorar a dieta alimentar das populações, proporcionar mais postos de trabalho e aprimorar os conhecimentos no cultivo da soja. O chefe da Estação Experimental Agrícola na Chianga, Eduardo Gomes, afirmou que o objectivo do projecto é fortalecer a capacidade de produção da soja.
Neste momento estão em fase experimental três variedades de soja, importadas de vários países, para se seleccionar as que mais se adaptam às condições angolanas e depois se lançar a produção em grande escala nas províncias do Huambo e Bié.

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