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D. Zeferino investido para “unir as ovelhas”

D. Zeferino Zeca Martins foi ontem empossado nas vestes de sexto bispo da Arquidiocese do Huambo e quarto arcebispo da mesma congregação Católica.

Núncio Apostólico destacou as qualidades do novo arcebisbo
Fotografia: DR

Aos 52 anos, o prelado, que foi bispo auxiliar de Luanda, chega confiante e com uma certeza no coração: “tenho a convicção de que vou unir as ovelhas do meu rebanho”.
Na presença de Joana Lina, governadora provincial do Huambo, o novo bispo da Arquidiocese do Huambo substitui D. José de Queirós Alves, que esteve à frente da Igreja Católica na província por um período de 14 anos, chega esperançado e convicto de que será “um verdadeiro pai para todos os católicos do Planalto Central”.
O acto de posse de D. Zeferino Zeca Martins decorreu no principal santuário da Igreja Católica do Huambo, a Sé Catedral, sob os auspícios do Núncio Apostólico em Angola, D. Peter Rajik, sob o lema “Scis Quia Amo Te” (Tu Sabes que Eu te Amo Senhor).
Com a apresentação e beijo ao crucifixo e aspersão da água benta a D. Zeca Martins e aos presentes, o Núncio Apostólico em Angola fez a leitura da Carta Apostólica ao Colégio de Consultores, que indica a nomeação do novo arcebispo assinada pelo Papa Francisco, no dia 1 de Outubro de 2018, no Vaticano.
Na carta, o Papa considera o novo chefe da Igreja Católica no Huambo uma figura carismática, “que já adquiriu muito mérito no exercício da função apostólica e conquistou boa reputação, estando revestido de dons espirituais e humano, que o tornam apto para o exercício deste novo ministério”.
Concluído o momento que o confirmava como novo arcebispo do Huambo, D. Zeca Martins foi conduzido ao sacrário e rezou de joelhos, por algum tempo, a sua oração, subindo depois para o presbitério onde fez reverência ao altar. De seguida, no cumprimento do ritual, dirigiu-se à cátedra onde se sentou na cadeira do episcopado e, finalmente, recebeu a Mitra que o consagrou nas funções.
D. Peter Rajik pediu ao novo arcebispo do Huambo que seja um “pai, mestre e guardião das almas de todos os fiéis católicos e do povo do Huambo”, desejando que cuide e realize todas as tarefas que o Senhor lhe confiou. “Faça deste rebanho a si confiado uma testemunha ardente do evangelho e um instrumento da caridade”, pediu o Núncio Apostólico.
Com a responsabilidade da Igreja em mãos, D. Zeferino Zeca Martins disse sentir-se feliz, mas também preocupado com a grande carga que consigo carrega, que passa por unir todos os católicos numa única direcção.

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