Províncias

Debate público no Huambo sobre inserção de deficientes

Mário Clemente | Huambo

O responsável da Liga de Apoio à Integração dos Deficientes Físicos, Luís Quintas Xavier, afirmou, ontem no Huambo, que a instituição promoveu um debate público para empreender acções e conseguir meios de compensação física e ajudar a inserção das pessoas com deficiência, na província do Huambo.

O responsável da Liga de Apoio à Integração dos Deficientes Físicos, Luís Quintas Xavier, afirmou, ontem no Huambo, que a instituição promoveu um debate público para empreender acções e conseguir meios de compensação física e ajudar a inserção das pessoas com deficiência, na província do Huambo.
Luís Quintas Xavier disse, no encontro, que o objectivo dos debates é chamar atenção das instituições públicas no sentido de ajudar as pessoas com deficiências causadas pelas minas, acidentes de viação, acidentes cardiovasculares e poliomielite, para garantir a sua locomoção.
Referiu que as muletas fabricadas no centro de reabilitação da Bomba Alta são insuficientes para satisfazer o número de deficientes. “ Sem esses meios, muitas crianças vão ficar fora do sistema de ensino porque não podem mover-se. Por isso todo o apoio é indispensável,” frisou Luís Quintas Xavier, que também está preocupado com a falta de rampas nos edifícios públicos e provados, o que está a dificultar o exercício de cidadania das pessoas com deficiência.
Os participantes concluíram que existe esforço por parte das estruturas do Governo em criar as condições de acessibilidade para os deficientes sobretudo em edifícios recentemente construídos. Reconheceram que, a nível das instituições na província, existem edifícios com condições de acessibilidade em percentagem reduzida, nomeadamente o Instituto Politécnico do município do Catchiungo, Escola de Formação dos Funcionários Públicos, o Instituto Médio da Administração e Gestão, o Hospital Central, o Edifício da Rádio Huambo e o Centro de Saúde do Cavongue Alto.
Luís Quintas Xavier lamentou a falta de transportes colectivos adaptados para as pessoas portadores de deficiência.
O debate público reflectiu a reconstrução nacional, os desafios de pessoas com deficiência e teve a participação de representantes de instituições estatais, Organizações Não Governamentais e pessoas portadoras de deficiências.
O encontro visou apelar às instituições que trabalham na construção e reabilitação de infra-estruturas básicas, escolas, hospitais, mercados, ruas e de lazer para colocarem rampas, de modo a facilitar a circulação das pessoas com deficiência.
                                                            

Tempo

Multimédia