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Defendida conservação do ambiente

Mário Clemente | Huambo

O núcleo do Huambo da Associação dos Ecologistas e Ambientalistas de Angola promoveu, no Centro de Ecologia Tropical e Alterações Climáticas, um círculo de palestras, no âmbito do Dia Nacional do Ambiente.

A iniciativa destinou-se a sensibilizar a sociedade sobre a importância da preservação do meio ambiente para a saúde e o bem-estar das pessoas.
Nas referidas palestras foram debatidos temas relacionados com os sistemas agro-florestais para recuperação de áreas degradadas, estudo de práticas agrícolas no município do Longonjo, gestão sustentável de terras, nível de conhecimento sobre alterações climáticas , questões ambientais e saúde pública e o papel e responsabilidade do Estado nas questões do sector.
O coordenador da Associação dos Ecologistas e Ambientalistas de Angola no Huambo, António Teixeira, disse que o estado actual do ambiente é encarado com certa preocupação pela “acentuada degradação das florestas” causada “por cortes anárquicos de árvores, queimadas anuais, exploração indiscriminada de inertes, caça ilegal e degradação dos solos”.
Para inverter este quadro, afirmou, foram criados programas de sensibilização e educação ambiental, com a participação da Associação dos Ecologistas, ADRA, Centro de Ecologia Tropical e da Direcção do Urbanismo e Ambiente. A supervisora provincial do Programa de Saúde Ambiental e Doenças Crónicas, Lurdes Garcia, que proferiu a palestra sobre “Questões Ambientais e Saúde Pública”, falou da existência de doenças que surgem devido à aglomeração de pessoas e que “depois se tornam em sérios casos de saúde” pela qualidade do ar, solos e alimentos.
O administrador do Huambo referiu a importância de se mudar a mentalidade sobre o ambiente e condenou o abate indiscriminado de árvores, a pesca descontrolada, a caça ilegal e outras práticas que contribuem para a degradação do ambiente. José Marcelino afirmou que a Administração Municipal começa este ano a inspeccionar os jardins públicos.

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