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Denunciados casos de violência doméstica

Justino Victorino | Huambo

A chefe em exercício do departamento da política familiar da Direcção Provincial da Família e Promoção da Mulher disse ontem, ao Jornal de Angola, que houve 41 casos de violência doméstica este mês, no município do Huambo.

Estão em curso diversas acções para combater a violência doméstica na região
Fotografia: Francisco Lopes

Ana Maria José afirmou estar preocupada com o aumento de casos de agressão física, falta de assistência aos filhos, abandono de lar, desalojamento, entre outros.Dos casos ocorridos no período em referência, 29 foram resolvidos por via de reconciliação entre os casais e os restantes pelo Centro de Aconselhamento Familiar.
Os casos de falta de assistência aos filhos são solucionados junto dos órgãos competentes da província, através da definição de  uma verba financeira exigida aos pais que se recusam a apoiar as crianças.
Ana Maria José realçou que a violência doméstica é um fenómeno social que, infelizmente, tem estado a aumentar no país, razão pela qual é necessário criar mecanismos para a combater.
A violência doméstica apresenta-se como uma das formas mais graves de violação dos direitos humanos, por acontecer dentro da família, onde se adquirem os mais básicos princípios e valores cívicos e morais, que norteiam a sã convivência entre as pessoas, acrescentou. 
O sociólogo Adolfo Madureira disse ao Jornal de Angola que o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, a perda dos valores morais e cívicos, assim como a negligência têm estado na origem do aumento de casos de violência doméstica.  As queixas relativas a ofensas corporais e morais, a não prestação de alimentos e casos de desalojamento foram apontados pelo sociólogo Adolfo Madureira como os principais problemas que dão entrada no centro de aconselhamento familiar.   “Temos estado a registar na nossa  província a presença de homens na Direcção da Família e Promoção da Mulher a solicitar aconselhamento, devido ao mau comportamento de muitas mulheres que deixam de alimentar os seus filhos, alegando ser apenas uma tarefa  do marido”, salientou o sociólogo.

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