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Desalojados da comuna da Galanga continuam à espera de apoios oficiais

Adolfo Mundombe | Galanga

As 52 famílias que ficaram sem casas devido às chuvas de granizo que caíram, em Março, na comuna da Galanga, continuam a aguardar por apoios do governo provincial, afirmou, ontem, ao Jornal de Angola, o administrador municipal adjunto.

As 52 famílias que ficaram sem casas devido às chuvas de granizo que caíram, em Março, na comuna da Galanga, continuam a aguardar por apoios do governo provincial, afirmou, ontem, ao Jornal de Angola, o administrador municipal adjunto.
Arnaldo Katanga, que falava à margem da visita que o governador da província, Faustino Muteka, fez ao município, referiu que a oferta de alguns bens pela Associação dos Jovens Provenientes da Zâmbia (AJAPRAZ) minimizou a situação das famílias.
A administração, disse, está a espera da dotação financeira para ajudar as populações afectadas e prevenir eventuais situações que possam surgir, quer na Galanga, quer noutras partes do município.
Uma das prioridades da administração, frisou, é o apoio às famílias sinistradas com fertilizantes, adubos e gado para tracção.
Arnaldo Katanga referiu também a reabilitação das vias secundárias nos troços que ligam Galanga a Kumbila e o município de Londuimbali às comunas como outra prioridade da administração.
O administrador adjunto lembrou que as comunas de Galanga e Kumbila são, no município, as maiores produtoras de feijão e de milho, mas que os camponeses têm dificuldades em escoá-los devido ao estado degradado das vias.
Além das casas, as chuvas destruíram três escolas, 20 hectares de milho, 18 de bananal e cinco de feijão e mataram 91 cabritos, 191 galinhas.
A comuna de Galanga, com 2.698 quilómetros quadrados, tem cerca de 23 mil habitantes, maioritariamente camponeses.

Cataratas

Ao todo, 96 pessoas, entre crianças e adultos, com problemas de cataratas, foram operadas, nos últimos sete dias, no hospital da missão da Convenção Baptista de Angola (CBA), nos arredores da cidade do Huambo.
O médico Stephen Collins, que esteve, ontem, de serviço no hospital, disse que houve apenas um caso sem êxito devido ao estado avançado da doença. Estas operações são uma iniciativa da Organização Não-Governamental alemã Cristian Blind Mission, em colaboração com a missão da Convenção Baptista de Angola.
Diariamente, referiu o médico, são consultadas entre 80 e cem pessoas com cataratas, não só do Huambo, mas também provenientes das províncias do Bié e do Kuando-Kubango.
Também nos últimos sete dias, foram realizadas 546 consultas assistidas por cinco técnicos de oftalmologia. O programa, que começou na quarta-feira, na cidade do Huambo, termina no domingo.  Posteriormente, referiu, as consultas vão ser realizadas no município do Wako Kungo, província do Kwanza-Sul.

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