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Desminados milhões de quilómetros quadrados

Mário Clemente | Huambo

O chefe de departamento do Instituto Nacional de Desminagem (INAD), Jorge Raposo, disse, na quarta-feira, ao Jornal de Angola, que mais de 4,6 milhões de metros quadrados foram desminados, desde Fevereiro, na província do Huambo.

O chefe de departamento do Instituto Nacional de Desminagem (INAD), Jorge Raposo, disse, na quarta-feira, ao Jornal de Angola, que mais de 4,6 milhões de metros quadrados foram desminados, desde Fevereiro, na província do Huambo.
Jorge Raposo afirmou que “o processo de desminagem prossegue e decorre a bom ritmo”.
A brigada do Huambo, referiu, proceder à desminagem e verificação no troço que liga Huambo ao município do Chinguar, nas áreas onde estão a ser erguidos os postos eléctricos, que vão transportar energia da barragem do Ngove para o Huambo e Bié. 
“O processo prossegue, visto que os técnicos continuam a montar as torres e a estender os cabos e também estamos a fazer acompanhamento das mesmas actividades”.
O projecto inclui também a desminagem dos Caminhos-de-Ferro, torres de alta tensão, reservas fundiárias e bermas de estradas no troço Tchicala-Tcholohanga/Cangombo/ Sambo.
“ Estamos a proceder também à desminagem na comunidade da Ndangandavila para onde será transferida a comuna da Calima”, disse.
O chefe de departamento anunciou que foram encontrados muitos engenhos explosivos nas áreas desminadas e que está terminada a limpeza nas zonas da Tchicala- Tcholohanga, nos arredores do Comando da Região Militar Centro,  no bairro Académico e na comuna da Calima.
No total, revelou, foram removidos e detonados mais de 40 minas anti pessoal, duas anti tanques, 2.207 engenhos explosivos e morteiros, 6.323 munições de diversos calibres e mais de 20 mil metais sólidos de diversos tipos.

Campos desminados

Victor Jorge sublinhou que a brigada está a utilizar tecnologias de desminagem manual e mecânica para acelerar o processo.
A Organização Não-Governamental Hallo Trust desminou, nos últimos anos, na província do Hu­ambo, 315 campos minados ao longo da guerra, disse, na quarta-feira, ao nosso jornal. Um dos responsáveis daquela ONG.
Aurélio José Chuculia, chefe da Base da Hallo Trust, assegurou que cerca de 85 mil camponeses já trabalham livres de minas.
Na mesma província, existem ainda 70 campos e uma estrada por clarificar, afirmou, acrescentando que para a conclusão dos trabalhos vão ser necessários entre dois e três anos.  
A Hallo Trust, tem 43 secções de várias especialidades, entre sapadores e supervisores, actua nas províncias do Huambo, Benguela, Bié, Huíla e Kuando-Kubango.

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