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Desmobilizados têm meios para o reforço da produção

No Huambo 15.196 ex-militares vão receber em 2010 charruas, carroças, sementes agrícolas e fertilizantes, para o reforço da capacidade de produção agro-pecuária nas comunidades rurais dos 11 municípios da província, soube ontem a Angop.

No Huambo 15.196 ex-militares vão receber em 2010 charruas, carroças, sementes agrícolas e fertilizantes, para o reforço da capacidade de produção agro-pecuária nas comunidades rurais dos 11 municípios da província, soube ontem a Angop.
A entrega dos instrumentos de trabalho enquadra-se na execução do Programa do Governo de Reforço à Reintegração dos ex-Militares (PGRR), lançado no dia 21 deste mês na comuna da Tchipipa (Huambo).
Em entrevista à Angop, o responsável do Instituto de Reintegração Sócio Profissional dos Ex-militares (IRSERM) na província, Luís Garcia Caica, referiu que o programa visa aumentar a capacidade de produção e serviços nas comunidades rurais, para incrementar a actividade agrícola e melhorar o rendimento familiar.
Informou que o programa inclui em 13 projectos diferentes que são executados nos 11 municípios da província. No acto de lançamento do Programa do Governo de Reforço à Reintegração dos ex-Militares, “iniciamos a execução de um dos 13 projectos, denominado ‘Assistir Chipipa’ que vai beneficiar 180 ex-militares”.
Luís Garcia Caica disse ainda que “lançamos o programa e começamos já a distribuir meios para os beneficiários da Chipipa. Em 2010 avançaremos para outras localidades e pensamos fazer o melhor para que as comunidades se desenvolvam economicamente”. O responsável do programa de reintegração de ex-militares revelou que as actividades vão incidir, principalmente, no apoio aos grupos organizados, como cooperativas, associações, mulheres viúvas e órfãos de desmobilizados, com a entrega também de instrumentos para a montagem de pequenas fábricas, moagens, sapatarias, mecânica e carpintaria.
Com um orçamento global estimado em 25 milhões de dólares, cada projecto do Programa do Governo de Reforço à Reintegração dos ex-Militares tem a duração de seis meses, tempo durante o qual as equipas do Instituto de Reintegração Sócio Profissional dos Ex-militares vão prestar apoio material e técnico aos beneficiários.
“Dependendo dos desembolsos financeiros, pensamos que o ano de 2010 vai ser0 de muita produtividade, pois estamos dispostos e preparados para dar o apoio necessário aos nossos beneficiários e seus dependentes”, reforçou.
Luís Caica explicou que, para o conhecimento do programa, o Instituto de Reintegração Sócio Profissional dos Ex-militares desenvolveu no decorrer deste ano acções de cformação de quadros internos, diagnósticos de identificação de oportunidades de reintegração, registo dos ex-militares e posterior estudo e análise dos projectos junto dos administradores municipais e comunais.
O responsável do Instituto de Reintegração Sócio Profissional dos Ex-militares referiu ainda que em 2009 foram terminados alguns projectos que tiveram a parceria das organizações não governamentais Visão Mundial, OIM, OIKOS, CIC e IMVF.

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