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Dezenas de habitações em risco de desabarem

Estácio Camassete | Huambo

Mais de dez habitações correm o risco de ser engolidas pelas ravinas no bairro da Kanata, arredores da cidade do Huambo, e os moradores solicitam uma intervenção urgente do Governo.

Além do bairro da Kanata, as ravinas ameaçam também ruir residências nos bairros de São João, Popular e de São José, deixando os moradores muito preocupados.
As ravinas afectam maioritariamente residências construídas em zonas consideradas de risco, ao longo do rio Kalohumbula, que passa também pelos bairros São José, São João e Popular.
A situação torna-se mais grave nesta época de chuvas, quando os rios aumentam de caudal e transbordam, ameaçando, deste modo, as habitações mais próximas.
Os moradores residentes nestas zonas, além de aconselhados a suspender as obras de construção das suas residências ao longo deste percurso, foram também alertados a abandonar o perímetro para não se agravar a situação.
Preocupado com a situação, o governador do Huambo, João Baptista Kussumua, efectuou quara-feira uma visita de constatação a esses bairros, tendo aconselhado os moradores a deixarem de construir residências em zonas de risco e por cima das condutas de água. “O Governo Provincial vai tomar medidas necessárias para que as populações deixem de erguer casas em zonas proibidas e, além disso, vai continuar a sensibilizar os moradores sobre os riscos da construção nestas zonas”, disse.
 O soba do bairro da Kanata, Ernesto Sopite, mostrou-se esperançado, afirmando que a visita do governador provincial poderá dar solução aos vários problemas que os moradores apresentam, principalmente das ravinas que aos poucos progridem e ameaçam destruir várias habitações do seu bairro.
Além das ravinas, o bairro da Kanata debate-se também com a falta de água potável e os moradores consomem água do rio Kalohumbula, considerada imprópria para o uso humano.
A autoridade tradicional lamentou igualmente o facto de as estradas que dão acesso ao bairro estarem totalmente danificadas e de as que poderiam servir como alternativa estarem inoperantes há já muito tempo.
O cidadão João António, residente no bairro há mais de 20 anos, diz que Kanata continua sempre o mesmo, sem estradas, nem energia eléctrica e com o sistema de saneamento básico precário.
 Maria da Conceição, outra moradora do bairro Kanata, insatisfeita com a situção diz não ter se esquecido da falta da ponte que os liga com o bairro Cacilhas, que desabou devido à chuva.

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