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Doação voluntária de sangue em análise

Tatiana Marta| Huambo

A falta de sangue nos hospitais da província do Huambo continua a ser uma preocupação das autoridades sanitárias e da sociedade civil, disse quinta-feira o director provincial da saúde.

Pessoas com condições de saúde aceitáveis estão a ser aconselhadas a darem sangue pelo menos três vezes por ano para reforçar o stock
Fotografia: Nilo Mateus

Frederico Juliana falava na conferência provincial sobre a importância da doação de sangue, promovida pela Brigada Jovem de Solidariedade (BJS), com o objectivo de sensibilizar a sociedade para esta causa.
O responsável elogiou a atitude dos jovens que, preocupados com a falta de sangue nos centros de saúde, organizaram a conferência para destacar a importância da iniciativa para salvar vidas.
Sob o lema “Doe amor, doe sangue e compartilhe a vida”, os jovens da BJS esperam aumentar o número de dadores.
A BJS efectua campanhas de doação de sangue aos hospitais da província, o que tem ajudado a salvar vidas e a devolver a saúde a muitos pacientes.
“Estamos satisfeitos pelo empenhado dos jovens e de outros dadores. Considero importante este encontro, tendo em conta a conjuntura económica do país, quando o Executivo chama a atenção para a necessidade da solidariedade, humanismo e participação nas tarefas do desenvolvimento da pátria”, precisou. O director provincial da Saúde encorajou as pessoas com condições de saúde aceitáveis a doarem sangue pelo menos três vezes ao ano, no sentido de possibilitarem que os hospitais tenham reservas suficientes.
As áreas da maternidade, reanimação, bloco operatório, cirurgia, pediatria, medicina geral, sala de parto, banco de urgência e ortopedia são as que têm mais necessidade de sangue. Entre os dadores, existem 1.946 voluntários de várias igrejas, Forças Armadas, Polícia Nacional, Serviço de Protecção Civil e Bombeiro, partidos políticos, organizações sociais e pessoas singulares.
Frederico Juliana revelou que as unidades sanitárias têm encontrado dificuldades na obtenção de sangue do grupo sanguíneo RHO negativo que, apesar de uma pessoa doar aos outros grupos, só recebe de si mesmo. “Esta situação tem criado grandes constrangimento, sobretudo quando é internado um doente com necessidade deste grupo sanguíneo”, lamentou o director provincial da Saúde.

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