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Docentes analisam gestão racional de terras

Tatiana Marta | Huambo

Académicos da Faculdade de Ciências Agrárias no Huambo, da Universidade José Eduardo dos Santos, ambientalistas e geógrafos defenderam uma gestão mais racional da terra enquanto base de subsistência das famílias do meio rural.

Encontro serviu também para apresentação de estudos realizados durante este ano
Fotografia: Francisco Lopes | Huambo

A ideia foi apresentada durante um seminário realizado sob o lema “ Ecologia e Desenvolvimento, Problemas Ecológicos do Huambo”, promovido pelo Centro de Estudos Tropicais e Alterações Climáticas (CETAC).
O director do Centro, Joaquim Augusto Laureano, disse que a iniciativa é um corolário das motivações científicas do CETAC, com envolvimento de instituições públicas e privadas, assim como da população em geral, para de forma integrada, procurar resolver os grandes desafios ecológicos do planalto central.
O evento serviu para diagnosticar, avaliar e buscar soluções para os problemas ambientais do país e do Huambo e apresentar resultados dos estudos realizados pela instituição durante o ano de 2014.
O especialista em ciências da natureza, César Pakissi, disse que a recuperação das terras degradadas na província do Huambo e no país em geral depende dos esforços conjuntos entre as instituições do Estado, privadas e a sociedade civil.
Ao dissertar sobre o tema “Recuperação de Terras Degradadas”, César Pakissi defendeu a promoção de práticas de recuperação e protecção da terra para que sirva também às gerações vindouras.
César Pakissi aconselhou os Ministérios da Agricultura, Ambiente e Promoção da Mulher a serem os principais impulsionadores destas actividades.
A degradação da terra resultante de queimadas, abates indiscriminados de árvores e exploração desregrada de inertes põem em causa a subsistência das comunidades.
As instituições ligadas ao sector têm realizado campanhas de sensibilização e estudos práticos para acautelar a destruição contínua da terra.
O docente Amílcar Salumbo, na sua dissertação sobre “Gestão de Terras e Águas Face às Alterações Climáticas”, apontou as queimadas anárquicas e a exploração de inertes como causas da degradação da terra e do meio ambiente e lembrou aos participantes sobre a importância de se ter em conta as causas que provocam a infertilidade ou incapacidade de produção dos solos.  Temas como “Dinâmica das populações de insectos no Huambo, face às alterações climáticas”, “Gestão de terras e das águas, face às alterações climáticas”, “Estudos de queimadas no planalto central”, “Valorização dos solos ácidos”, entre outros, fizeram parte dos debates que contou com a participação de decanos e professores das distintas faculdades, investigadores, membros da Polícia Nacional e membros do Governo Provincial.
O seminário serviu para analisar e apresentar soluções para a protecção do meio ambiente, em função das mudanças climáticas, e avaliar a dinâmica das populações de insectos, no âmbito do programa “Huambo Ecológico”.

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