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Doenças negligenciadas em análise

Tatiana Marta | Huambo

Questões relacionadas com o diagnóstico e tratamento de doenças tropicais negligenciadas na província do Huambo vão passar a ser melhor tratadas, depois de um grupo de técnicos de saúde ter participado, até sexta-feira, numa formação sobre esta matéria.

Estão a ser melhoradas as técnicas para o diagnóstico de doenças negligenciadas
Fotografia: Mota Anbrósio |

Promovida pela Organização Não-Governamental Mentor, em colaboração com o Governo Provincial, a formação, que teve a duração de dois dias, visou fazer uma abordagem técnica de diagnóstico das doenças tropicais, como a shistosomíase e filariase linfática, assim como as suas formas de tratamento.
No seminário foram ainda abordados temas como a importância e o manuseamento do microscópio, testagem laboratorial e diagnóstico rápido.
A coordenadora do plano de formação, Lurdes Maica, disse que no Huambo há muitos casos de doenças tropicais negligenciadas, razão pela qual foi promovida a referida acção formativa.
O levantamento vai ser feito com base nos dados já existentes, para melhor identificação das áreas com maior incidência destas doenças e permitir a alocação com rapidez dos apoios médicos e medicamentosos.
Numa primeira fase, vai abranger 266 escolas e 7.980 crianças vão ser alvo de medidas preventivas contra a shistosomíase e filariase linfántica.
O programa da Mentor está a ser levado a cabo nas províncias do Huambo, Zaire e Uíge.

Sangue na Caála

A hemoterapia do Hospital Municipal da Caála está, desde o mês passado, com falta de sangue, situação que está a preocupar as autoridades sanitárias da circunscrição.
O responsável da hemoterapia, Albino Ernesto, afirmou que a situação se agravou nos últimos meses, dada a redução do número de dadores voluntários no município.
Albino Ernesto sublinhou que a falta de sangue no município está a criar dificuldades ao funcionamento do bloco operatório do hospital, onde todos os dias são realizadas, em média, quatro cirurgias, que exigem transfusão sanguínea. Em função disso, o responsável pediu às entidades colectivas e privadas para criarem a cultura da doação.
A hemoterapia do Hospital Municipal da Caála realiza entre cinco a dez transfusões por dia, em doentes internados nas secções de ortopedia, cirurgia, medicina geral, pediatria, bloco operatório e sala de parto.
Albino Ernesto lamentou o facto de, neste momento, existirem no município poucas campanhas de doação de sangue, o que, de certo modo, reflecte a pouca importância que as pessoas atribuem à este acto solidário, que salva vidas.

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