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Doentes com tuberculose abandonam o tratamento

O director do Hospital Sanatório do Huambo, Pedro Herculano, mostrou-se ontem preocupado com o facto de muitos doentes com tuberculose estarem a abandonar o tratamento, situação que aumenta o risco de propagação da doença.

O director do Hospital Sanatório do Huambo, Pedro Herculano, mostrou-se ontem preocupado com o facto de muitos doentes com tuberculose estarem a abandonar o tratamento, situação que aumenta o risco de propagação da doença.
Pedro Herculano disse que, de Janeiro a Março deste ano, a unidade hospital registou 40 casos de abandono, por razões desconhecidas.
A maior preocupação prende-se com o facto de tais doentes viverem em zonas consideradas vulneráveis para a rápida disseminação da tuberculose, cujo tratamento demora entre seis a oito meses ininterruptos.
“Infelizmente continuamos a registar casos de abandono do tratamento da tuberculose por parte de pacientes vulneráveis, situação que preocupa a instituição pelo facto dos mesmos estarem a propagar a doença, sobretudo em ambientes fechados e de pouca ventilação”, disse.
A falta de uma ambulância para ir ao encontro dos doentes, de acordo com o director, impossibilita a localização dos mesmos, já que as suas residências estão cadastradas pela direcção clínica da maior unidade hospitalar provincial, vocacionada ao tratamento de doente com tuberculose.Entretanto, as autoridades sanitárias do município do Londuimbali, no Huambo, registaram nos primeiros quatro meses deste ano uma ligeira redução de casos de tuberculose.
 Um documento enviado ontem à Angop refere que, de Janeiro a Abril deste ano, foram diagnosticados nove casos de tuberculose contra os 15 registados em igual período de 2011.
Houve igualmente uma diminuição de mortes causadas por esta doença, apesar da nota não apresentar dados estatísticos para confirmar tal informação.
 Ao longo dos quatro meses em análise, segundo o documento, foram diagnosticados 4.152 casos de doenças respiratórias agudas, 2.725 de febre tifóide, 5.809 de diarreia, 1.242 de malária e quatro de VIH/Sida.
 A nota cita que foram realizadas entre Janeiro e Abril deste ano 7.893 consultas externas, que resultaram no internamento de 1.­234 doentes, sem óbitos.
 Os serviços de saúde efectuaram 786 partos, entre domiciliares e hospitalares.

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