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Encurtada distância entre Huambo e Huíla

As províncias do Huambo e da Huíla vão estar mais próximas, quando terminarem as obras de reabilitação do troço rodoviário Cuima-Cusse, cujas obras foram ontem adjudicadas à empresa de construção Elevo, num acto testemunhado pelo ministro da Defesa, João Manuel Lourenço.

Degradação do troço tem atrasado o desenvolvimento das comunas impedindo que os comerciantes se instalem nestas regiões
Fotografia: Dombele Bernardo|Edições Novembro

As obras, que vão durar 12 meses, estão orçadas em mais de seis mil milhões de kwanzas, num investimento do Executivo, para impulsionar o desenvolvimento socioeconómico das regiões atravessadas pela via, com destaque para a comuna da Catata, município da Caála.
Ao apresentar a empreitada, o director do Instituto Nacional de Estradas de Angola (INEA), no Huambo, Adelino Jacinto, informou que vão ser construídos um total de 64 quilómetros de estradas e três pontes, no geral.
O responsável salientou que as pontes se situam sobre os rios Calei, com 81 metros de cumprimento e 11 de largura, Calei II, com 12 metros de cumprimento e 11 de largura, e Kuando, com 82,5 metros de cumprimento e 11 de largura.

Mau estado da via

O governador provincial do Huambo, João Baptista Kussumua, admitiu que a degradação do troço tem atrasado o desenvolvimento das comunas da Catata e do Cuima, uma vez que impede que os comerciantes se instalem nestas circunscrições.Além disso, o governador reconheceu que o mau estado da via obriga os automobilistas, que circulam entre o Huambo e a Huíla, a darem a volta por Benguela, duplicando o percurso. Na Lunda Sul, pelo menos, 600 quilómetros de estradas secundárias e terciárias foram asfaltados, desde o processo de reconstrução nacional, iniciado com o alcance da paz efectiva em Angola, em 2002. O director dos serviços provinciais do Instituto Nacional de Estrada de Angola , Rafael Mutemeca, disse que a reabilitação das estradas reflecte-se na melhoria da qualidade de vida, principalmente pela facilidade que oferece na circulação rodoviária na província.
Sublinhou que, graças à paz, foi possível substituir 42 pontes em betão, das 46 de que a província dispõe nas estradas nacionais 180 e 230, permitindo, deste modo, uma circulação de pessoas e bens de forma segura.  Rafael Mutemeca explicou que falta apenas a substituição em betão de quatro pontes, sendo uma na estrada nacional 180, no troço Saurimo-município do Dala, e outras três, na 230, entre a primeira localidade e a província de Malanje. O director provincial do I NE A  fez saber que as obras das estradas terciárias, que ligam os municípios do Cacola e da Muconda, já arrancaram.

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