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Entregue material didáctico para o ensino

Marcelino Dumbo |Huambo

O director provincial da Educação do Huambo, Felisberto Mona, procedeu à entrega de material didáctico ao novo grupo de alfabetizandos, pertencente ao Batalhão dos Convalescentes das Forças Armadas de Angola, FAA, com vista a reduzir o índice de analfabetismo no seio de jovens e adultos.

Com a paz são muitos os adultos que pretendem aprender a ler e a escrever
Fotografia: Kindala Manuel

O director provincial da Educação do Huambo, Felisberto Mona, procedeu à entrega de material didáctico ao novo grupo de alfabetizandos, pertencente ao Batalhão dos Convalescentes das Forças Armadas de Angola, FAA, com vista a reduzir o índice de analfabetismo no seio de jovens e adultos.
A iniciativa enquadra-se no âmbito da comemoração da jornada do Dia Internacional da Alfabetização, que se assinalou sob o lema “Alfabetizemos para Acelerar a Recuperação do Atraso Escolar”, e tem como objectivo a redução do analfabetismo e o incentivo pelo gosto da aprendizagem no seio das populações.
Felisberto Mona frisou que o programa no Huambo prevê aumentar o número de turmas de alfabetização e pós-alfabetização para jovens e adultos, incentivar a recuperação do atraso escolar através de processos de certificação de competências, bem como adoptar padrões curriculares mínimos, que assegurem a aprendizagem de pessoas com idade igual ou superior a 15 anos.
O coordenador do programa de Alfabetização e Aceleração Escolar no Huambo, Pedro Tchiayaya, referiu que, a nível da província, existem 1.800 alfabetizadores, entre eventuais e efectivos, dos quais 466 estão abrangidos pelo programa e recebem algum incentivo por parte do Estado.
Pedro Tchiayaya garantiu que o projecto de alfabetização “Sim Eu Posso” contempla o início da administração das aulas nas escolas de adultos, o ensino das línguas nacionais como Umbundu, Kimbundu, Chokwe e Kwanhama, consagradas no sistema de educação.
Para o responsável, o ensino das línguas nacionais é um compromisso do Estado para garantir o aperfeiçoamento dos alunos e manter a continuidade da identidade cultural.
Ambrósio Cavongue e MarculinoTchilongafeca, ambos alfabetizandos do Batalhão de Convalescentes, disseram ao Jornal de Angola que estão dispostos a estudar para recuperar o tempo perdido em defesa da pátria. “Já temos paz, nunca é tarde para aprender a ler e escrever,”salientaram.   Felisberto Mona adiantou que a tarefa de alfabetizar a população não é somente do Governo, mas também dos parceiros sociais, como igrejas, ONGs, associações, FAA, PN e autoridades tradicionais.

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