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Escola do Magistério volta a funcionar

Victória Quintas|Cuima

O vice-governador da província do Huambo para o sector Político e Social pediu aos responsáveis do da Escola Magistério Primário Teófilo Duarte mais empenho e dedicação na formação de professores.

Guilherme Tuluca, que falava numa cerimónia que assinalou a reabertura daquele estabelecimento, lembrou que o seu funcionamento foi interrompido em 1984 devido à guerra.
O vice-governador também recordou que a escola é propriedade da Igreja Católica, a quem foi devolvida a gestão, mas que a parte pedagógica é da responsabilidade do Ministério da Educação. Com a formação de mais professores, disse, o programa para a eliminação do analfabetismo pode ser concretizado mais rapidamente.
Guilherme Tuluca afirmou que o programa para a erradicação do analfabetismo começou no ano passado, com 30 mil pessoas matriculadas, mas que são precisos mais professores para se poder estender todas as localidades. 
O arcebispo do Huambo referiu que ideia inicial era formar professor para as escolas rurais e que o estabelecimento foi uma dos que mais contribuiu para alargar o ensino a outras localidades e até para o fazer chegar a outras províncias.
D. Queiroz declarou que espera que a escola que possa ajudar a resolver o problema dos estabelecimentos de ensino do interior e das missões. A escola Teófilo Duarte, com 11 salas, uma das quais de informática e outra de enfermagem, biblioteca, anfiteatro, gabinete do director, campo desportivo, dormitórios, refeitório, cozinha e lavandaria, está preparada para ter 220 alunos em regime de internato.
A escola, a 85 quilómetros da cidade do Huambo, foi criada em Outubro de 1949 pelo então ministro português das Colónias, Teófilo Duarte leccionar cursos de Língua Portuguesa, Geografia, História e Aritmética.   
Os cursos incluíam as disciplinas de religião e moral, desenho, organização escolar, práticas de agricultura, pecuária e noções de enfermagem.

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