Províncias

Especialista faz alerta sobre riscos da exploração irracional de inertes

O ambientalista Luís Alves afirmou ontem, na província do Huambo, que a exploração irracional de inertes tem estado a provocar deslizamentos de terra, progressão de ravinas e ameaçado o habitat natural de muitos seres vivos.

Exploração anárquica de inertes pode ter consequências negativas no futuro
Fotografia: Jornal de Angola

O ambientalista Luís Alves afirmou ontem, na província do Huambo, que a exploração irracional de inertes tem estado a provocar deslizamentos de terra, progressão de ravinas e ameaçado o habitat natural de muitos seres vivos.
Estas acções, de acordo com o ambientalista, em declarações à Angop, colocam em risco a sustentabilidade do meio ambiente, admitindo que nos últimos tempos se tem registado uma exploração intensa de inertes em várias localidades da província, principalmente de areia e granitos nos rios da região, praticada por particulares.
Referiu que muitas florestas naturais que se encontravam nas margens dos rios, assim como pequenas povoações, estão na iminência de desaparecerem, fruto dos deslizamentos de terra causados pela extracção de areia nos rios.
Além disso, fez saber ainda que a progressão de ravinas em direcção às estradas está a ameaçar a circulação de pessoas e bens, o que demonstra a imperiosa necessidade de se regular a exploração de inertes nos rios desta região.
Luís Alves lamentou o silêncio a que estão remetidas as direcções do urbanismo e ambiente e geologia e minas perante as consequências visíveis que estão a ser provocadas pela exploração irracional de inertes.
Apontou também o desvio do curso normal de alguns rios, assim como a diminuição dos leitos dos mesmos e o aumento dos seus vales, como outra consequência que está a ser causada pela atitude irresponsável de muitos cidadãos que se dedicam a exploração de areia e pedra.
“É preciso que sejam estabelecidas estratégias para inverter este quadro o mais rápido possível, para evitar calamidades naturais no futuro”, alertou.
Segundo o ambientalista, a exploração de inertes deve ser feita mediante a realização de estudos geológicos e ambientais para mitigar o efeito desta acção.
A exploração de inertes no Huambo, de acordo com Luís Alves, é praticada com maior intensidade nos municípios da Caála e Bailundo (capital da província), devido ao elevado número de obras que estão em curso nessas localidades.

Tempo

Multimédia