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Esperança é a última a morrer

Filipe Eduardo |

Alberto Kapukumuna, 20 anos, ganha a vida a vender vários artigos de primeira necessidade. O carro de mão está repleto de vários bens, entre caixas fósforos, bolachas, massa alimentar, arroz, tomate, velas e outros produtos.

Moto táx é o ganha pão de famílias
Fotografia: Jornal de Angola

Alberto Kapukumuna, 20 anos, ganha a vida a vender vários artigos de primeira necessidade. O carro de mão está repleto de vários bens, entre caixas fósforos, bolachas, massa alimentar, arroz, tomate, velas e outros produtos.
Há duas semanas que circula pelas ruas do Andulo com o carro de mão, à procura de um cliente mas, afirma, devido à quantidade de cantinas dos cidadãos oeste africanos espalhadas pela vila, a venda não tem sido fácil.
Faltavam poucos minutos para as 16 horas, Kapukumuna e o irmão também com o seu carro, ainda não venderam nenhum artigo. Ambos regressaram há três semanas do Huambo, onde durante três meses trabalharam numa empresa de segurança. />Fruto desse trabalho, os irmãos conseguiram dinheiro para montar o negócio. Apesar de haver poucos clientes, Kapukumuna acredita em melhores dias.
No próximo ano lectivo, os irmãos pretendem voltar a estudar, daí pensarem em dar no duro para poderem depois suportar as despesas da escola, mulher e filho.
Um dos propósitos é aumentar o nível de escolaridade para, num futuro próximo, encontrar um bom emprego e dar o carro de mão à mulher, que neste momento se encontra desempregada.
Kapukumuna lamenta o tempo perdido sem estudar, mas diz que ainda há tempo para tudo, o importante é a boa vontade em continuar. “A esperança é a última coisa a morrer”, afirma.

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