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Estiagem no Tchindjendje prejudica colheita de milho

A estiagem que se regista há mais de 15 dias no município de Tchindjendje, 118 quilómetros a oeste da cidade do Huambo, pode prejudicar, em pelo menos 30 por cento, a colheita de milho e de feijão. 

Foram preparados mais de 10 mil hectares de terra na campanha agrícola em curso
Fotografia: Dombele Bernardo

A estiagem que se regista há mais de 15 dias no município de Tchindjendje, 118 quilómetros a oeste da cidade do Huambo, pode prejudicar, em pelo menos 30 por cento, a colheita de milho e de feijão, informou na quinta-feira o responsável pela Estação de Desenvolvimento Agrário (EDA), Alcino Maurício.
A falta de chuva está a prejudicar, principalmente, as plantações de milho e de feijão, produtos cultivados em zonas altas, facto que faz prever fracas colheitas na presente época agrícola na região, disse o responsável pela EDA à Angop.
Em Tchindjendje não chove desde 25 de Fevereiro e a situação está a pôr em risco as culturas. “Tudo se torna mais preocupante pelo facto de este ano os camponeses utilizarem sementes de ciclo longo, além da fase das sementeiras, que na região acontece nos meses de Novembro e Dezembro”, explicou.
A seca surgiu numa altura em que o milheiro e o feijão cultivado em zonas altas precisam de água. Perante tal situação, a nível local pouco se pode fazer, o que poderá resultar em falta de alimentos nas zonas sul e norte do município. O responsável referiu que o governo da província já foi informado da situação, mas localmente o EDA está a trabalhar com as comunidades no sentido de optarem pelo cultivo de hortícolas, banana e outros produtos resistentes à falta de chuva.
Na campanha agrícola em curso, o município do Tchindjendje preparou 10.750 hectares de terra, destacando-se a plantação de milho, feijão e hortícolas diversos.

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