Províncias

Estrada do Ucuma em mau estado de conservação

Estácio Camassete | Mundundu

A acentuada degradação da estrada que liga a sede do município do Ucuma à comuna do Mundundu, na província do Huambo, está a dificultar a vida dos habitantes da região. As duas vilas estão separadas por apenas 22 quilómetros de estrada, encravada entre serras, com buracos e ribanceiras: O seu percurso é feito em duas horas.

A viagem que devia demorar no máximo meia hora demora quatro vez mais por ser feita por vias em mau estado e em viaturas pesadas
Fotografia: Arimateia Baptista

Nesta época da chuva, a situação agravou-se e o trânsito é feito com muitas dificuldades e sacrifício. A viagem que devia demorar o máximo 30 minutos, actualmente é feita  em duas horas em viaturas de grande porte, porque em carros ligeiros não é possível, devido o lamaçal e buracos deixados pelas águas que correm da serra abaixo.
Não há serviços de táxis e a população prefere caminhar a pé, porque as poucas motorizadas (vulgo Kupapatas) que circulam pelo troço  rodoviário cobram preços exagerados, devido ao mau estado da via.
Arlindo Eduardo, taxista na vila do Ucuma, disse à reportagem do Jornal de Angola que fez duas viagens à sede da comuna do Mundundu e arrependeu-se porque voltou com os amortecedores todos partidos e disse que não mais vai arriscar.
O moto-táxista Alegre Loneke faz todos os dias o trajecto até à comuna do Mundundu. Pela corrida cobra entre 500 a 700 kwanzas. Durante o dia só faz três viagens e com muito jeito, porque a estrada não oferece segurança e degrada-se a cada dia que passa, sobretudo devido à constante movimentação dos camiões que transportam madeira.
A maioria da população residente na vila do Mundundu considera a vida muito difícil naquela região, porque falta quase tudo.  Maria Vondila afirmou que para adquirir bens de primeira necessidade tem de se deslocar a pé, até à sede do município, porque na vila do Mundundu não há nada para comprar.
O mau estado da via desencoraja investidores. “Somos obrigadas a caminhar longas distâncias a pé porque nem o sinal das operadoras móveis de telecomunicações temos. Para os que têm telefones móveis, para comunicar precisam de subir à serra para captar o sinal”, disse.
A situação agravou-se ainda mais quando o único autocarro que ligava Mundundu a Ucuma avariou, no ano passado, e nunca mais voltou a aparecer um transporte público na vila.
A população da comuna do Mundundu, 19 mil habitantes, tem como principal actividade a agricultura. Produzem vários produtos, entre milho, feijão, alho, batata, massambala, ervilhas e soja em grandes quantidades.
Devido ao mau estado da via, os camponeses têm imensas dificuldades para escoar os produtos das zonas de cultivo para a vila de Ucuma, onde estão localizados os principais mercados.
Além da degradação desta via que dá também acesso ao polígono florestal, estão ina mesma situação as vias para os sectores de Calilongue, Tchiteve e Dungo.
O administrador comunal, Manuel Cosme, disse que a população do Mundundu leva uma vida normal, valorizando a agricultura como base de sustento das suas famílias.
Manuel Cosme realçou que a rede sanitária está distribuída em quatro unidades, tendo como referência o centro de saúde localizado na sede e também quatro postos médicos nos sectores de  Calilongue, Dungo, Capali e Tchiteve.

Tempo

Multimédia