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FAA aperfeiçoam diagnóstico da Sida

Estácio Camassete | Huambo

O diagnóstico, tratamento e seguimento aos portadores do vírus da Sida a nível das regiões Centro e Sul das Forças Armadas Angolanas (FAA) vão ser melhorados, nos próximos dias, depois de um grupo de 30 especialistas de saúde da organização terminar a acção formativa sobre as referidas matérias, que decorre, desde ontem, no Huambo.

Objectivo da acção formativa é melhorar o tratamento e o seguimento aos portadores do vírus da sida no seio das unidades militares
Fotografia: Filipe Botelho | Uije

Durante quatro dias, os formandos, provenientes das distintas regiões militares e de ramos das FAA, vão analisar temas relacionados com o “Diagnóstico do HIV”, “Infecções oportunistas em doentes com HIV”, “Tratamento de doentes com VIH” e “O papel do médico na gestão da informação”.
A coordenadora do Programa de Luta contra o HIV/Sida das FAA, Idalina Siquilili, afirmou que a intensificação de testagem voluntária nas unidades militares tem contribuído positivamente para o aumento da captação de novos casos e do número de pessoas em tratamento.
Com este propósito, Idalina Siquilili disse que se podem reduzir as barreiras de discriminação e de estigmatização dos doentes nas comunidades. A coordenadora referiu que as acções de capacitação vão continuar, tendo avançado que já foram formados técnicos de saúde das FAA em matéria de aconselhamento e testagem, antes desta formação para médicos, em diagnóstico e tratamento.
Idalina Siquilili adiantou que a formação, que engloba ainda matérias sobre o seguimento das pessoas com HIV, visa aumentar a capacidade de resposta e a descentralização das unidades de tratamento nas áreas de difícil acesso.
O comandante-adjunto para a Educação Patriótica da Região Militar Centro, brigadeiro Mário da Silva, considerou que o HIV/Sida continua a desafiar a capacidade intelectual da comunidade científica, desde que se deu o primeiro caso no mundo. Em função do perigo que ela representa na sociedade, o responsável apela a mudanças de comportamento da parte dos cidadãos, principalmente a adoptarem medidas preventivas, como o uso de preservativo.
A actual visão estratégica da Organização Mundial da Saúde refere que a garantia do acesso universal ao diagnóstico, tratamento e apoio às pessoas que vivem com HIV é a base para o cumprimento dos objectivos de desenvolvimento do milénio, que se consubstanciam em chegar a zero novas infecções, acabar com a discriminação e com as mortes.
O brigadeiro Mário da Silva desafiou os médicos das FAA no sentido de incentivarem nas suas unidades a cultura do diagnóstico e tratamento precoce da doença e o desenvolvimento de acções para prevenir os transtornos nutricionais e psicológicos que advêm da doença.

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