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Faculdade de Medicina forma aquicultores

António canepa | Huambo

A Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade José Eduardo dos Santos (UJES), no Huambo, começa a ministrar o curso de Aquicultura a partir do próximo ano, no âmbito das acções de diversidade de serviços naquela instituição.

Diversificação da economia do país requer quadros cada vez com mais conhecimentos
Fotografia: Estanislau Costa

O secretário de Estado da Agricultura e Desenvolvimento Rural para a Aquicultura, Zacarias Sambeny, que visitava até sexta-feira a província para avaliar as potencialidades pesqueiras do sector do Ngove, no município da Caála, disse que todas as condições estão reunidas para o arranque do curso.
“Um dos objectivos que me trouxe aqui é para discutirmos com o Ministério do Ensino Superior a introdução do curso de Aquicultura na Faculdade de Medicina Veterinária da UJES, que será a primeira instituição pública do ensino vocacionada para a formação de especialistas neste sector”, realçou.
A Faculdade, neste momento, é a única instituição de ensino superior público que forma especialistas em Medicina Veterinária e, por isso, foi escolhida para acolher o curso de Aquicultura, ministrado pela primeira vez no país.
O secretário de Estado disse ter constatado e discutido os aspectos técnicos e da prática docente como premissas para a investigação, acrescentando que a estratégia e filosofia do Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural passa pela ligação do trinómio formação, investigação e extensão.
Durante a sua visita ao sector do Ngove, Zacarias Sambeny elogiou a iniciativa privada de piscicultura, que é praticada maioritariamente por sete grupos de pescadores organizados e apoiados pela Direcção Provincial de Agricultura.
João da Cruz, representante do Ministério do Ensino Superior, que acompanhou a delegação do secretário de Estado para a Aquicultura, disse que a diversificação da economia requer quadros cada vez com mais conhecimentos em vários domínios, para alavancar as actividades requeridas.
No caso da Aquicultura, prosseguiu, o que se pretende é que a Faculdade de Medicina Veterinária albergue este curso para formar quadros que podem contribuir para a investigação científica e para o desenvolvimento da actividade no país. João da Cruz disse que se tratam de técnicos que vão ajudar a intervir no domínio das pescas, para desenvolver a actividade no âmbito da aquicultura e também permitir o desenvolvimento da investigação, para a criação de novas espécies, potenciar as que já existem e melhorar as condições alimentares da população.
O administrador municipal da Caála, Víctor Tchissingui, salientou que as autoridades municipais têm levado a cabo campanhas de sensibilização junto das comunidades criadoras, no sentido de seguirem os procedimentos exigidos para o exercício da actividade, com a consequente protecção do meio ecológico.

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