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Falta de energia eléctrica preocupa o governo local

Justino Vitorino |Huambo

O Governo da província do Huambo está preocupado com a falta de energia eléctrica, já há uma semana, na cidade do Huambo, o que levou o governador, Faustino Muteka, à central térmica da Empresa Nacional de Energia, ENE, localizada no bairro Benfica.

Vista parcial da cidade do Huambo capital da província com o mesmo nome
Fotografia: Jornal de Angola

O Governo da província do Huambo está preocupado com a falta de energia eléctrica, já há uma semana, na cidade do Huambo, o que levou o governador, Faustino Muteka, à central térmica da Empresa Nacional de Energia, ENE, localizada no bairro Benfica.
Muteka inteirou-se dos motivos que fazem que a “Cidade vida” tenha grande parte dos seus bairros sem energia.
As razões, segundo o que o governante constatou no local, prendem-se não com a produção, mas com dificuldades de distribuição, uma vez que a rede encontra-se em estado obsoleto e precisa de intervenção urgente. Gilberto Pessoa, director da ENE no Huambo, disse ao Jornal de Angola que grande parte da cidade está sem energia, porque um dos cabos de transportação de energia queimou e a sua substituição depende da chegada de material, que deve chegar de Luanda a qualquer momento.
A Central Térmica do Benfica possui capacidade para produzir diariamente 18 megawatts, suficientes para fornecer energia à cidade de Huambo e arredores. Por ora, produz apenas 12, já que a linha de distribuição, com mais de 30 anos de vida, já não suporta a carga que vem da central.
O “apagão” que tomou conta da cidade do Huambo”, como caracterizou o governador Muteka, “é um assunto que deve ser resolvido com urgência e o governo está aqui para assumir as suas responsabilidades neste capítulo e procurar soluções imediatas”.
O governante adiantou que o executivo da província vai envidar esforços no sentido de melhorar a distribuição de energia para toda a província. Assegurou que existem já dois projectos, que devem ser concretizados, antes da entrada em funcionamento da barragem hidroeléctrica do Gove, em 2011, cuja capacidade prevista vai permitir iluminar por completo as províncias do Huambo e do Bié, bem como algumas regiões da província da Huíla.

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