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Falta de impressos provoca enchentes

Justino Vitorino | Huambo

Os postos dos serviços de identificação do Huambo registam enchentes, nos últimos dias, por falta de impressos para a obtenção de registos criminais, por cidadãos candidatos à função pública.

Muitos cidadãos afluem em massa aos postos dos registo de identificação
Fotografia: Francisco Lopes

Os postos dos serviços de identificação do Huambo registam enchentes, nos últimos dias, por falta de impressos para a obtenção de registos criminais, por cidadãos candidatos à função pública.
Muitos cidadãos afluem em massa aos postos dos registos de identificação, para obterem os registos criminais, com vista à sua entrada na função pública, na sequência do concurso público aberto de 5 a 6 do mês em curso, na província do Huambo.
Mas a falta de impressos está a provocar transtornos às autoridades e aos cidadãos que procuram entrar na função pública este ano, em resposta ao concurso público, nas diversas especialidades.
O director provincial da Justiça, Ernesto Estêvão Pedro, disse que os serviços de identificação na província não têm actualmente impressos de registo criminal, que acabaram devido à grande procura que se regista.
A identificação no Huambo está perante uma pressão nunca vista e, de acordo com Ernesto Estêvão, o processo que utiliza o seu sector “é contínuo, porque um registo criminal não é tratado em qualquer altura. Daí os transtornos que se apresentam na hora de se atender à enorme procura dos postos dos serviços de identificação”, acrescentou.
Ernesto Estêvão Pedro garantiu, ainda assim, aos candidatos, que esforços estão a ser empreendidos junto do governo do Huambo, para que cheguem à província os impressos, em quantidades aceitáveis, o mais rápido possível, para se acabar com as enchentes verificadas. 
Segundo o director provincial da Justiça, tão logo os impressos cheguem, a partir de segunda-feira (hoje), as pessoas podem pedir aos serviços de identificação para tratarem dos seus documentos.
Ernesto Estêvão apelou aos candidatos para “terem mais calma e não se desencorajarem” e garantiu que “tudo está a ser feito para que os impressos cheguem à cidade do Huambo antes do final de semana”, para, na segunda-feira, arrancar com o atendimento do público.
Vários serviços estão a realizar concursos públicos para a admissão de mais trabalhadores na função pública, incluindo a própria Justiça, a Saúde e a Educação na província e em todo o país.
 
TAAG avalia funcionamento

A comissão de gestão da TAAG, chefiada pelo seu coordenador, Pimentel Araújo, esteve reunida terça-feira passada, na cidade do Huambo, para avaliar o funcionamento do sector, no âmbito do programa de acompanhamento e aproximação dos gestores da empresa aos trabalhadores e clientes.
O membro da comissão, Rui Correria, disse que a comitiva já efectuou várias digressões pelo país. A província do Huambo é a sexta a ser visitada e foram constatados os problemas que afectam os trabalhadores e recolhidas opiniões com vista a melhorar a prestação de serviço pela companhia aérea.
De acordo com Rui Correia, a TAAG quer apostar na melhoria dos serviços e no atendimento ao cliente e ser uma companhia aérea de referência, tendo em conta o seu dinamismo e importância no contexto nacional.
“A TAAG é uma companhia que está no topo da modernidade, entre todas as empresas de aviação em Angola. Por isso tem de se organizar cada vez mais, de modo a termos uma TAAG melhor, em relação aos tempos passados”, frisou Rui Correria.         
Rui Correia assegurou que os novos Boeing 737 só chegam à província do Huambo quando a pista estiver em condições. A ENANA, acrescentou, está a trabalhar para o melhoramento da pista, para que o Huambo esteja em condições de receber os novos aviões.

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