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Falta de unidades sanitárias preocupa autoridades

Victória Quintas | Cuima

As autoridades administrativas da comuna do Cuima, no município da Caála, província do Huambo, estão preocupadas com a falta de infra-estruturas sanitárias, apesar dos avanços que a localidade regista nos sectores da Educação e Agricultura.

Administrador Faustino Kapingala
Fotografia: Victória Quintas | Cuima

As autoridades administrativas da comuna do Cuima, no município da Caála, província do Huambo, estão preocupadas com a falta de infra-estruturas sanitárias, apesar dos avanços que a localidade regista nos sectores da Educação e Agricultura.
O administrador do Cuima, Faustino Kapingala, disse que se deve apostar cada vez mais na construção de unidades sanitárias a nível da localidade, que dista 73 quilómetros da cidade do Huambo, com vista a dar resposta às necessidades nas 128 aldeias da comuna.
O responsável disse ser necessária mais meia dezena de novas unidades hospitalares, uma vez que a comuna possui apenas cinco postos de saúde, distribuídos na sede comunal, em Nguerengue, Ngove, Camunda e Cathindongo.
Os serviços nos postos de saúde em referência, diz Faustino Kapiñgala, são assegurados por 33 enfermeiros, que trabalham diariamente para reduzir as principais enfermidades que se registam naquela parcela da província do Huambo, como a malária, doenças respiratórias e as diarreias agudas, sendo necessários mais dez novos técnicos.
No que toca ao abastecimento de medicamentos, o responsável administrativo garante que esta área não tem tido muitos problemas, uma vez que o processo é feito de forma regular e as quantidades servem para suprir as necessidades da população da região.

Ensino regular

Quanto ao sector da Educação, o administrador Faustino Kapingala disse que este foi a nível da comuna do Cuima o que registou mais avanços nos últimos dois anos. O responsável salientou que quatro novas escolas, com seis salas, foram construídas o ano passado. Os estabelecimentos podem albergar 35 alunos por turma, num total de 210 crianças em dois turnos.
Por iniciativa das comunidades, foram ainda construídas 63 escolas comunitárias, que são apoiadas pelo governo da província do Huambo. Antes do início do ano lectivo, acrescentou, a administração municipal da Caála apoiou as referidas instituições escolares com chapas de zinco e outro material.
Faustino Kapingala sublinhou que no âmbito do Programa de Investimentos Públicos, o governo local está a construir uma escola e um posto de saúde na povoação de Cachindongo, empreitada que pode ser entregue ainda neste primeiro semestre do ano.
Para o presente ano lectivo foram matriculados 18.000 alunos, do ensino primário ao primeiro ciclo do secundário, contra os 17.000 do ano anterior, fruto do regresso de várias famílias à comuna do Cuima.
O administrador Faustino Kapingala acrescentou que, com o aumento de alunos, o sector da Educação necessita de um reforço de pelo menos 60 novos professores, para se juntarem aos actuais 1.050.

Centenas de alfabetizados

As autoridades comunais do Cuima prognosticam alfabetizar no presente ano lectivo 450 adultos, revelou o administrador Faustino Kapingala. Em 2011, mais de 360 adultos foram alfabetizados, através de sistemas de audiovisual nas aldeias e unidades militares. Para isso, o sector conta com o apoio de 50 alfabetizadores.
O responsável disse que o programa de combate ao analfabetismo é extensivo, durante este ano, a todas as aldeias, unidades das Forças Armadas Angolanas (FAA) e da Polícia Nacional, onde se encontram muitas pessoas que ficaram impossibilitadas de estudar.

Mais água potável

A comuna do Cuima necessita de cerca de 200 poços de água para abastecer as 128 aldeias da ­circunscrição, referiu o administrador Faustino Kapingala. O responsável referiu que existem apenas 11 poços de água, dos quais seis na sede comunal e os outros distribuídos em algumas aldeias mais populosas.
Faustino Kapingala aponta que com a aplicação do Programa de Combate à Pobreza está previsto o alargamento do número de poços de água para as populações, dentro deste trimestre.
A sede da comuna possui um grupo gerador, que fornece energia eléctrica para mais de 120 consumidores. Com a entrada em funcionamento da central hidroeléctrica do Ngove, localizada no território do Cuima, o número de beneficiários aumenta.

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