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Falta de verbas impede produção de próteses

Justino Victorino | Huambo

O Centro de Medicina e Reabilitação Física Dr. António Agostinho Neto, localizado no bairro da Bomba Alta, arredores da cidade do Huambo, continua sem produzir próteses ortopédicas, por falta de matéria-prima.

Técnicos de próteses estão a desenvolver outros trabalhos
Fotografia: Arimateia Baptista | Edições Novembro

O director da unidade, Fernando Vicente, disse ao Jornal de Angola que a paralisação da produção de próteses “deve-se à insuficiência de recursos financeiros para aquisição da matéria-prima no exterior do país”.
O centro deixou de produzir há três anos, e desde então limita-se reparar a próteses debilitadas e orientar sessões de fisioterapia.
Fernando Vicente explicou que o Centro de Reabilitação Física “anteriormente dependia da doação de várias organizações filantrópicas”, sedeadas na província, mas desde que estas deixaram de apoiar está mergulhado num rol de dificuldades, marcado por falta de material hospitalar
Além de doentes locais, o centro acolhe doentes das províncias do Bié e do Cuando Cubango. A funcionar com 133 técnicos, atende diariamente cerca de 100  pacientes e acaba por internar pelo menos dez.
Fundado em 1979, com o objectivo de ajudar a recuperação de pessoas portadoras de deficiência física, o Centro Ortopédico “Dr. António Agostinho Neto” foi o primeiro da especialidade a ser criado no país, com características específicas para a recuperação de pacientes e fabricação de próteses.

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