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Famílias sinistradas recebem ajuda

Justino Vitorino | Londuimbali

Um total de quinze famílias da aldeia de Kandjonde, na localidade do Morro do Moco, município do Londuimbali, no Huambo, sinistrados pelo desabamento de terras provocado pelas chuvas deste ano, beneficiou de chapas de zinco e outros materiais de construção, num  gesto dos Serviços de Protecção Civil e Bombeiros.

As chuvas deste ano além da destruição de casas e de infra-estruturas de impacto social tornaram intransitáveis várias vias de acesso
Fotografia: jaimagem.com

Por altura do sinistro, o Governo da Província do Huambo havia alocado meios e quantidades não especificadas de artigos e materiais de construção, entre Janeiro e  Fevereiro deste ano, que serviu para reforçar e melhorar as condições de habitabilidade das famílias que perderam as suas moradias e haveres.
As famílias afectadas receberam dos Serviços de Protecção Civil e Bombeiros, chapas de zinco, portas, janelas, cimento, bens alimentares e outros meios para assegurar o seu realojamento e melhorar as suas condições de vida.
O porta-voz dos Serviços de Protecção Civil e Bombeiros no Huambo, Abel Kangombe, afirmou que a instituição vai continuar a apoiar as famílias sinistradas, para garantir melhores condições sociais das populações, independentemente da sua localização.
O deslizamento de terra que se deu na aldeia de Kandjonde, além de deixar as populações ao relento, destruiu também escolas comunitárias, capelas e capelinhas de várias igrejas, entre outros danos. “A situação era preocupante e é nosso dever acudir as populações afectadas, não somente em consequências de chuvas, como também de outros fenómenos que ocorrem frequentemente nas comunidades”, reconheceu o oficial.
O chefe de secção-adjunto da repartição social da administração municipal do Londuimbali, Luís Avelino, louvou o gesto de solidariedade dos Serviços de Protecção Civil e Bombeiros, por ter levado estes bens às famílias afectadas.   Luís Avelino disse que o Governo do Huambo tudo tem feito no sentido de se adquirir mais chapas de zinco para distribuir às outras famílias e a reconstrução das escolas e postos de saúde atingidas, de modo a manter o seu normal funcionamento.
Luís Avelino reconheceu que a aldeia de Kandjonde tem registado também algumas mortes por descargas eléctricas e outras ocorrências em tempos de chuvas e assegurou que tudo está a ser feito pela a administração para minimizar a situação e acautelar outras situações que possam ocorrer nos próximos tempos.
As autoridades tradicionais aconselham as populações a plantar árvores, sobretudo do capim elefante, eucaliptos em zonas consideradas de riscos para combater certas tragédias nas comunidades.

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