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Governo aposta na protecção das crianças

Tatiana Marta | Huambo



O vice-governador provincial do Huambo para a área económica, Francisco Fato, reafirmou a aposta das autoridades locais na criação de condições de protecção das crianças, para o seu desenvolvimento e sobrevivência.

Autoridades locais continuam a traçar estratégias para que as crianças cresçam saudáveis
Fotografia: Jornal de Angola

Falando na abertura oficial da jornada da criança, afirmou ser necessário redobrar esforços para se abrandar a violência contra a criança, exploração do trabalho infantil, o fenómeno criança na rua, fim das crianças fora do sistema de ensino, assim como a problemática do género.
Francisco Fato pediu aos administradores municipais e comunais a constituírem redes locais de protecção da criança, para funcionarem como espaços de partilha de informações e conhecimentos nas comunidades. Chamou a atenção de todos os dirigentes e responsáveis que directa ou indirectamente trabalham com as crianças a reflectirem e adoptarem estratégias que possam aumentar a sua felicidade.
“Os administradores municipais e comunais e os membros da sociedade civil devem aproveitar esta jornada da criança para renovarem os onze compromissos da criança”, disse.

Menores recebem presentes

No âmbito da Jornada Internacional da Criança, mais de mil crianças da Igreja Evangélica Congregacional de Angola (IECA), na cidade do Huambo, receberam diversos brinquedos e material escolar, durante um convívio organizado pela organização não-governamental, Bolsa Samaritana.
O coordenador do Huambo da Bolsa Samaritana, Daniel Mangueleua, apelou aos encarregados de educação a criarem nas crianças hábitos de leitura e conservação de livros, para um melhor aproveitamento escolar, bem como a optarem por actividades socialmente úteis nos tempos livres.
“É necessário que os pais e encarregados de educação continuem a criar motivações nas crianças, para que não faltem às aulas e a cumpram os horários de estudo”, aconselhou, lamentando, por outro lado, a falta de denúncia de casos de violência contra as crianças no seio de algumas famílias.
“Quando o lar apresenta problemas de violência doméstica, as crianças são as principais vítimas, porque sofrem na escola, no bairro e até a relação com os vizinhos torna-se conflituosa”, alertou, no que foi corroborado pelo pastor da Igreja Evangélica Congregacional do bairro Bom Pastor, Cândido Manuel Domingos.
“A denúncia é um mecanismo de reeducação do agressor, criando condições para que não torne a praticar actos de violência doméstica ou abuso contra a criança”, disse Cândido Manuel, notando que o relacionamento entre as pessoas deve ser saudável e equilibrado para o benefício da família”.
Sublinhou que os casos de violência e abuso contra a criança que se registam na sua Igreja são encaminhados à Polícia para a instauração de processos criminais, para tratamento judicial.
Segundo Cândido Manuel, para se inverter o quadro da violência e o sofrimento das crianças acusadas de feitiçaria e outros delitos, a Igreja tem realizado campanhas de sensibilização nas comunidades, sobre direitos dos menores.

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