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Governo aposta na protecção dos solos

O vice-governador do Huambo para o sector Técnico e Infra-estruturas disse sexta-feira que o Executivo está empenhado em proteger o Ambiente para garantir uma vida saudável às futuras gerações.

Centro de Ecologia Tropical e Alterações Climáticas realiza estudos de recuperação de solos
Fotografia: Francisco Lopes

Francisco Calunga Quissanga, que falava no encerramento do seminário sobre a recuperação das terras degradadas do Huambo, afirmou que o Executivo protege os solos porque são riquezas valiosas, tendo criado  normas e leis  que defendem o Ambiente.
O Centro de Ecologia Tropical e Alteração Climáticas está a fazer estudos para a recuperação de solos degradadas na província do Huambo.
O seminário teve por objectivo identificar os factores de degradação dos solos, para depois propor medidas e elaborar projectos de desenvolvimento e investigação no sentido de contrariar esta tendência.
O director-geral do Centro de Ecologia Tropical e Alteração Climáticas, Joaquim Augusto Laureano, disse que, com a promoção do seminário sobre o perímetro Florestal de Sacaála, nos arredores do Huambo, foi dado início ao projecto que serviu para discutir aspectos técnicos sobre o uso e ocupação da terra e para colher contribuições que vão  conjugar e orientar estratégias de investigação.
 “A terra é um corpo natural caracterizado por uma variedade de processos físicos, químicos e biológicos influenciados pelos factores ambientais. Serve de apoio às plantas dando água e nutrientes essenciais para o seu crescimento e desenvolvimento”, afirmou.
Os investigadores defendem que os estudos vão continuar para os outros perímetros florestais da província do Huambo, para serem tomadas medidas de protecção e preservação dos solos e salvaguardar a vida das gerações vindouras.   
Para a identificação das referidas áreas, o Centro de Ecologia Tropical e Alteração Climáticas também leva a cabo expedições ao mundo rural para saber o que existe e posteriormente divulgar e projectar medidas de controlo.
O representante do Instituto de Investigação Agronómico de Angola (IIAA), Joaquim Júnior, considerou que os solos são "a nossa maior riqueza e representam no seu conjunto terra, água e vegetação".
 O prelector e coordenador do projecto, César Osvaldo Pakissi, apelou às populações daquela parcela do país para participarem nos estudos e acompanharem  por dentro as medidas a serem tomadas para a preservação dos solos degradados.
Participaram ao seminário membros do Governo Provincial, representantes de partidos políticos, investigadores, estudantes, membros da sociedade civil, entidades religiosas e  autoridades tradicionais.
Os participantes ao encontro apelaram para a necessidade das autoridades provinciais continuarem a apoiar actividades do género, no sentido de serem promovidas acções que visam a protecção do meio, tendo ressaltado a importência das famílias na contribuição de um ambiente mais saudável.

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