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Governo apresenta plano para o futuro

Adolfo Mundombe e Mário Clemente | Huambo

O governo do Huambo vai disponibilizar cerca de 4,05 triliões de kwanzas para executar o programa de desenvolvimento da província e melhoria das condições sociais básicas das populações, até 2017.

Cidade do Huambo vai ser requalificada no âmbito do programa de desenvolvimento
Fotografia: João Augusto |

O programa de desenvolvimento foi apresentado no I fórum de auscultação e concertação social da província, com o objectivo de recolher mais contribuições, com vista a criar condições para o crescimento multifacetado da região, de modo a melhorar a vidas das populações. 
O vice-governador para o sector económico e social, Francisco Fato, disse que o plano traçado para o desenvolvimento da província contou com as contribuições de todos os responsáveis, gestores públicos e membros do Governo, tendo em conta as realidades locais.
Depois de ser revisto e apreciado, o plano de desenvolvimento, que contempla também a construção e reconstrução de infra-estruturas sociais, requalificação de cidades, fomento da indústria e reforço dos programas agrícolas, vai agora ser encaminhado para o Conselho de Ministros para aprovação.
Os participantes e membros da concertação social, conhecendo a realidade de cada um dos seus municípios, comunas e aldeias, foram chamados a contribuir com sugestões.   
O I Conselho de Auscultação Social reuniu membros da sociedade civil, administradores municipais e comunais, entidades religiosas, autoridades tradicionais, ONGs e representantes de partidos políticos, com assento parlamentar. Entretanto, mais de 250 salas vão ser construídos ainda este ano no município do Longonjo, para permitir que mais crianças em idade escolar tenham acesso ao ensino.
 O chefe de repartição municipal da Educação, Valentino Mukinda, afirmou que a falta de salas constitui a principal preocupação do sector, necessitando de, pelo menos, mais 60 para dar resposta à procura.
Neste momento, existem na localidade 187 salas disponíveis, para um universo de mais de 37 mil alunos matriculados em vários níveis de ensino. “Estamos muito preocupados com a falta de salas, porque muitos alunos têm tido aulas debaixo das árvores e em capelas”, disse o responsável.
A falta de professor também é uma situação que preocupa o responsável da Educação, que admitiu ser necessário o enquadramento de mais 500, pois os 1.800 docentes existentes são insuficientes para as exigências actuais.
Valentino Mukinda sublinhou que, por escassez de recursos financeiros, a repartição tem incentivado a construção de salas comunitárias em todas as aldeias, sobretudo nas comunas de Catabola e Chilata, por estarem mais distantes da sede do município.

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