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Governo projecta construir mais infra-estruturas

Adolfo Mundombe | Usoke

O administrador da comuna do Usoke, município de Londuimbale, anunciou quinta-feira que o governo provincial do Huambo vai erguer este ano novas infra-estruturas sociais na comuna.

A construção de resisdências para quadros e de uma mini-hídrica para o fornecimento de energia constam do plano da administração
Fotografia: Jornal de Angola

O administrador da comuna do Usoke, município de Londuimbale, anunciou quinta-feira que o governo provincial do Huambo vai erguer este ano novas infra-estruturas sociais na comuna.
Um dos grandes projectos, disse o administrador comunal, João Tibúrcio, tem a ver com a construção de cerca de 100 casas sociais.
A par desta empreitada, o responsável referiu-se à construção de um centro de saúde de referência, na sede comunal, e postos médicos, nas aldeias de Katchimbimbi, Sasoma e no sector do Compão.
O fornecimento de energia eléctrica e reabilitação das vias terciárias são ainda outras acções que o governo provincial pretende realizar na comuna.
O administrador comunal disse que existem outros projectos que podem ser executados em breve, como a construção de uma mini hídrica, para o fornecimento de energia eléctrica, e de residências para quadros, além da reparação de pontes que ligam a comuna às regiões circunvizinhas.
João Tibúrcio apontou a insuficiência de técnicos de saúde como uma das principais dificuldades que a comuna atravessa para estender a rede sanitária por toda aquela parcela do Huambo.
A comuna carece ainda de uma ambulância, para transportar pacientes para o hospital municipal.
“Quanto a medicamentos, não temos problemas”, disse.
Entre as doenças mais frequentes, a malária registou uma redução considerável.
O administrador João Tibúrcio avançou que o sector da Educação é o que mais tem registado avanços, com a construção de várias escolas comunitárias em todas as localidades.
A construção destes estabelecimentos escolares contou com o apoio da administração comunal e participação das comunidades, apesar de existirem ainda muitas crianças fora do sistema de ensino, devido à carência de professores.
 No presente ano lectivo, disse, foram matriculados mais de três mil alunos, desde a iniciação à décima classe.
O administrador lamentou o facto de alguns professores não se adaptarem à realidade da localidade, furtando-se, às vezes, a ir trabalhar nas áreas para as quais são indicados. João Tibúrcio disse que esta situação pode ter o seu fim em breve, com a abertura da instituição de formação de professores da ADPP e do magistério primário, na vila do Londuimbali.
Apesar das dificuldades provocadas pela estiagem na presente campanha agrícola, os camponeses continuam animados e a esforçar-se para aumentar a produção.
A administração está a encorajar a produção, incentivando os camponeses a cultivar a batata-doce, mandioca, hortícolas, nos locais húmidos, para fazer face à situação de fome que pode afectar as populações, devido à falta de chuva.
Na comuna, onde a administração controla 12 fazendas agropecuárias, pelo menos três mil famílias camponesas estão a beneficiar de fertilizantes, para o fomento da produção de milho, feijão, batata, batata-doce e hortícolas.
Embora considerado de incipiente, o comércio rural está a dar passos significativos, desde que os agentes passaram a beneficiar de crédito de campanha. “A maioria está a corresponder, colocando os principais bens à disposição dos habitantes da comuna.”
O administrador disse ainda que estão abertas algumas lojas que facilitam a dinamização do comércio e o escoamento dos produtos do campo para os mercados.
 
Água potável
 
O consumo de água potável na comuna é já uma realidade. A localidade conta com uma central de captação, que fornece água aos moradores da sede, através de um sistema de gravidade.
O administrador João Tibúrcio salientou que existem projectos para a construção de nova central de captação, para melhoria do fornecimento de água, e de ampliação da rede eléctrica.

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