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Governo tem assegurado mecanismos para manter redes de energia e de água

Mário Clemente | Huambo

O director provincial da Energia e Águas do Huambo afirmou, na terça-feira, ao Jornal de Angola, que a instituição tem assegurado os mecanismos para manutenção da rede de iluminação pública e distribuição de água à cidade e arreadores.

A província do Huambo tem cerca de 38 sistemas de distribuição de água canalizada nalgumas sedes municipais e comunais
Fotografia: Jornal de Angola

O director provincial da Energia e Águas do Huambo afirmou, na terça-feira, ao Jornal de Angola, que a instituição tem assegurado os mecanismos para manutenção da rede de iluminação pública e distribuição de água à cidade e arreadores.
Adolfo Elias disse que a província do Huambo tem 41 sistemas de energia distribuídos pelas 11 sedes municipais, sendo a comuna da Chiaca, no Tchindjenje, a única que está provisoriamente fora deste sistema, por questões meramente técnicas.
No âmbito do programa de manutenção dos 41 sistemas de energia em funcionamento na província, disse, cada município tem a responsabilidade de manter e criar programas específicos, dentro das disponibilidades financeiras, tendo em conta que dispõem de orçamentos próprios.
A nível da cidade do Huambo e do município da Caála, frisou, a Empresa de Nacional de Electricidade (ENE) assume a rede doméstica e a iluminação pública.
Para garantir a iluminação pública, a cidade do Huambo tem 42 grupos geradores, colocados em diferentes pontos da cidade, que funcionam 12 horas por dia, das 6h00 as 18h00, enquanto outros operam entre as 18 e 6h00.
Adolfo Elias afirmou que o sector pretende dar um novo impulso ao melhoramento da distribuição de energia nas ruas dos bairros periféricos que, neste momento, funciona a metade das suas capacidades.
A capacidade de produção da energia para a cidade, a partir dos grupos geradores, é de 12 mil watts, contra 40 mega watts necessários para atender à procura, tendo em conta o crescimento vertiginoso da população na cidade do Huambo. Espera-se que a entrada em funcionamento da barragem do Ngove e o melhoramento da rede de média e baixa tensão, isto é, de 6.6 quilovolts, sublinhou, venha solucionar definitivamente a questão.

Sector das Águas

Quanto ao sector das Águas, disse que se revela mais animador, já que a província tem cerca de 38 sistemas de distribuição de água canalizada nalgumas sedes municipais e comunais.
A excepção, referiu, são os sistemas do município da Tchicala Tcholohanga e Catchiungo que precisam de ser melhorados.
Adolfo Elias afirmou que até final do ano passado foi instalada, a nível da cidade do Huambo, uma rede de cerca de 160 quilómetros para a distribuição de água canalizada e a construídos mais de 20 chafarizes, perfazendo um total de 41, tendo em conta a existência de 21 na periferia.
“Temos uma cobertura na ordem dos 50 por cento da zona urbano. Parte da cidade tem água e outra ainda carece dela, por causa de alguns trabalhos que ainda têm de ser desenvolvidos, no caso concreto da Cidade Baixa”.
O director garantiu que esses trabalhos vão ser implementados, nos próximos dias, o que permite que sejam concluídos em meados deste ano.  Para isso, disse, vai ser criada uma empresa de águas para alargar a rede à periferia.
A província do Huambo tem uma capacidade de produção disponível de 1.350 metros cúbicos, que se revela também insuficiente para atender toda a cidade. Está ainda prevista a construção de uma nova etapa, a partir do rio Cunhoñgamwa, que vai atender a cidade do Huambo e Caála.
Nos próximos anos, disse Adolfo Elias, vai se pretender uma cobertura mais abrangente, permitindo que as reservas fundiárias possam ser atendidas tanto a partir da Caála como do Huambo, com a construção das centrais de captação e distribuição de água nos rios Kunhoñgamwa e Kulimahãla.

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