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Hipopótamos atacam lavras

Adolfo Mundombe | Huambo

Mais de 15 hectares de milho e feijão foram devastados ontem por hipopótamos nas margens dos rios Luvulo e Candambija, município do Mungo, Huambo.

Animais responsáveis pela destruição de culturas
Fotografia: AFP

Mais de 15 hectares de milho e feijão foram devastados ontem por hipopótamos nas margens dos rios Luvulo e Candambija, município do Mungo, Huambo.
O chefe de repartição municipal para os assuntos técnicos, produtivos e económicos, Tito Satumba Tchissua disse que têm ocorrido muitos casos de destruição de lavras por hipopótamos no município, prejudicando o rendimento dos camponeses. As populações que têm lavras nas margens dos grandes rios atravessam enormes dificuldades e são obrigados a passar a noite fazendo fogueiras à volta dos terrenos para afugentar os hipopótamos.
Marta Teresa, camponesa, disse que a sua lavra foi destruída e pediu apoio às autoridades: “todas as nossas culturas foram destruídas e ficamos sem nada para comer”.
As destruições provocadas pelos hipopótamos estão a causar penúria alimentar no seio das famílias.
Tito Satumba salientou que as autoridades têm desencorajado os camponeses a trabalhar nas baixas dos rios para evitar a destruição das plantações pelos hipopótamos.
“Vamos trabalhar com as populações sinistradas no sentido de
apoiá-los com tractores nas áreas a serem identificadas por eles próprios e ajudá-los na transformação das suas lavras”, assegurou o chefe dos serviços técnicos e económicos do Mungo.

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