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Hospitais da região voltam a vacinar bebés

Depois de um período de três meses de ausência nas unidades sanitárias dos 11 municípios do Huambo, a vacina BCG, que previne a tuberculose em recém-nascidos, voltou esta semana a ser administrada, confirmou ontem o supervisor local do Programa Alargado de Vacinação.

Autoridades sanitárias aconselham a aplicação dessa vacina a todas as crianças que nasçam com peso acima dos dois quilogramas
Fotografia: Maria Augusta|Edições Novembro

Isaac Kassenje confirmou que a província recebeu 54 mil doses da vacina BCG, sendo que 23.881 foram distribuídas às unidades sanitárias dos 11 municípios da província.
Aos pais, cujos filhos não tinham sido vacinados no período em que a província não dispunha de tal vacina, o responsável apelou a fazerem-no imediatamente em qualquer unidade sanitária da província, uma vez que o medicamento deve, por norma, ser administrado logo no primeiro mês do nascimento da criança, para que a mesma fique protegida da tuberculose.
Isaac Kassenje também confirmou a existência de vacinas anti-rábicas, um ano depois, mas descartou a realização de uma campanha de imunização, referindo que somente os cidadãos que forem mordidos por animais suspeitos de terem a doença vão ser vacinados.
Em relação à BCG, o supervisor salientou que a vacina é contra a tuberculose, uma doença infecto-contagiosa causada pelo bacilo de Koch, que ataca os pulmões, mas pode também causar infecções nos ossos, rins e meninges (as membranas que envolvem o cérebro).
A vacina BCG é aplicada via intradérmica, uma aplicação usada em pequenos volumes, superficial a pele, com uma agulha bem fina.
Além de recém-nascidos, pessoas com qualquer idade podem ser vacinadas.
 A aplicação dessa vacina é obrigatória para todas as crianças, que nasçam com peso acima dos dois quilogramas, sendo a sua administração aconselhada para os primeiros 30 dias de vida.

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