Províncias

Hospital da Caála precisa de mais médicos

Azevedo Faria | Caála

O Hospital Municipal da Caála precisa de pelo menos mais três médicos de pediatria, dois internos e técnicos especializados, para fazer face à enorme procura dos serviços de saúde naquela unidade hospitalar, informou  o seu director.

Hospital da Caála foi reabilitado e ampliado
Fotografia: Francisco Lopes |

Fernando Vicente Ferreira disse que o Hospital Municipal da Caála atende em média diária 250 pacientes, entre locais e provenientes dos vizinhos municípios de Chipindo, Huíla, Ganda, Cubal, Benguela, Ecunha, Longonjo, Ucuma e Chinjenje.
“O Hospital da Caála reúne todas as condições para atender qualquer caso e a qualquer hora do dia e precisa de pelo menos mais três médicos de  pediatria, dois médicos internos e técnicos de saúde especializados para reforçar os serviços”, disse.
O hospital não regista qualquer problema de medicamentos, está devidamente equipado com meios modernos, mas precisa de formar e superar os técnicos com novos conhecimentos sobre o ramo, com realce para a investigação sobre as principais doenças que afectam as populações na região.
 O Hospital da Caála é o maior dos municipais em todo o país, com 17 dos principais serviços básicos, como a pediatria, medicina, ortopedia, cirurgia, maternidade, imagiologia, raio X, hemoterapia, medicina física e reabilitação, oftalmologia, saúde mental, estomatologia e consultas externas de neonatologia, além de áreas de apoio.
A Caála possui uma morgue e estão em recuperação no hospital os serviços de banco de leite e dois blocos operatórios. />No âmbito da municipalização dos Serviços de Saúde, o Hospital da Caála conta com os apoios da Direcção Provincial da Saúde, através da repartição municipal e da Administração Municipal.
“Queremos transformar o Hospital Municipal da Caála num complexo hospitalar, através da componente assistência/formação dos nossos quadros em termos práticos e de estágios”, disse.
 Após a reabilitação e ampliação, o Hospital da vila da Caála apresenta nova imagen e a sua capacidade de internamento passou de cem para 200 camas e conta agora com cinco bancos de urgência, ­pediatria, medicina, maternidade, cirurgia e ortopedia.  O quadro médico é constituído por 12 especialistas, entre nacionais e expatriados, que garantem também os serviços de obstetrícia, cirurgia geral, pediatria e medicina geral.
Cerca de 254 trabalhadores, entre pessoal administrativo, técnicos, enfermeiros e médicos garantem o bom funcionamento do hospital.
As doenças mais frequentes no município são a tuberculose, VIH, doenças respiratórias agudas e diarreicas agudas, mas com o início da época seca o hospital tem tudo preparado para combater os problemas resultantes das poeiras, como a tosses e febre.

Tempo

Multimédia