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Hospital do Bailundo precisa de quadros

Justino Vitorino | Bailundo e Victória Quintas | Huambo

O Hospital Municipal do Bailundo, na província do Huambo, necessita urgentemente de mais técnicos de laboratório para preencher o seu quadro clínico, disse ontem ao Jornal de Angola o director da unidade sanitária.

O Hospital Municipal do Bailundo, na província do Huambo, necessita urgentemente de mais técnicos de laboratório para preencher o seu quadro clínico, disse ontem ao Jornal de Angola o director da unidade sanitária.
Evaristo Paulino Tchissende afirmou que o hospital realiza mais de mil análises diversas por dia, o que torna necessário o enquadramento de mais técnicos para dar resposta à procura diária, tanto nas consultas externas como para os pacientes internados.
O hospital dispõe de dois laboratórios de análises clínicas e os poucos técnicos existentes são submetidos a uma intensa carga de trabalho, contrariando as normas laborais. “Temos estado a constatar que dada a intensidade de trabalho, a determinada altura os técnicos ressentem-se do cansaço, devido ao desgaste físico, o que se reflecte muitas vezes nos resultados finais”, precisou.
Evaristo Tchissende disse esperar que esta situação seja ultrapassada nos próximos tempos, com o recrutamento de novos funcionários.
Além da falta de técnicos de laboratório, o município do Bailundo necessita de um hospital de construção definitiva, onde possa integrar todos os serviços médicos, uma vez que o actual funciona em naves, o que faz com que outras especialidades sejam atendidas no hospital da Missão Evangélica do Chilume.
“O Hospital Municipal do Bailundo não tem uma infra-estrutura física apropriada e, deste 2008, funciona em regime de naves por razões técnicas”, afirmou o director. Em termos de recursos humanos, a instituição conta com dois médicos e com pessoal auxiliar de enfermagem. Evaristo Tchissende sublinhou que além dos internamentos, o hospital presta serviço nas áreas de puericultura, medicina, banco de urgência, laboratório, pediatria, nutrição, obstetrícia e conta também com um bloco operatório e uma morgue.

Energia pré-pago

A Empresa Nacional de Electricidade (ENE), na cidade do Huambo, está a instalar o sistema de pré-pagamento do consumo de energia eléctrica na rede doméstica.
 O director provincial da ENE, Gilberto Pessoa, disse ontem ao Jornal de Angola que já estão a ser colocados os contadores pré-pagos em várias zonas da cidade: “começámos com a instalação do sistema de pré-pagamento do consumo de energia eléctrica, onde o cliente passa a comprar o seu crédito, que é pago de acordo com a s suas necessidades”. A medida, referiu, é vantajosa para o cliente que paga apenas pelo que vai consumir e para a ENE que recebe por aquilo que fornece.
 A distribuição de energia eléctrica às cidades do Huambo e Caála é feita através de três subestações localizadas na Caála, Dango e Benfica. O responsável de Empresa Nacional de Energia Eléctrica no Huambo disse que a distribuição de energia à cidade do Huambo melhorou, tendo em conta o número de zonas abastecidas.
Alguns bairros periféricos da cidade, como S. José, S. Luís, S. Pedro e Calundo Caquelewa, que há muito não tinham energia, começaram a beneficiar do abastecimento regular.  Gilberto Pessoa reconhece que há ainda algumas falhas no fornecimento de energia devido ao facto de algumas zonas ainda serem abastecidas pela rede antiga, já que o projecto de reabilitação da rede de média e baixa tensão ainda está em curso.
  “A rede de distribuição antiga ainda tem muitas debilidades, pois foram feitas muitas junções de cabos, não está protegida, por isso, qualquer curto-circuito, pode originar falha na distribuição,” disse.
  As duas redes recebem energia da barragem hidroeléctrica do Gove.   A Empresa Nacional Energia eléctrica na província do Huambo está neste momento a trabalhar para a conclusão da reabilitação da rede de média e baixa tensão, para ligar todos os consumidores à nova rede, que é mais fiável.

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