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Hospital do Huambo regista superlotação

O Hospital Central do Huambo, com 647 camas, regista superlotação, contando nesse momento com mais 300 pacientes em relação à sua capacidade de internamento, devido à incapacidade de resposta dos hospitais, centros e postos médicos instalados nos municípios e arredores da cidade.

Fotografia: DR

A falta de condições de atendimento, medicamentos, médicos, técnicos em muitas unidades sanitárias construídas nos municípios e aldeias de maior aglomeração populacional está a provocar uma assustadora avalanche de doentes no maior hospital da província.
A tendência é de que este quadro venha a agravar-se nos próximos dias, caso não se encontre alternativa, pois muitas camas já estão a ser ocupadas por dois a três doentes, além de outros espaços improvisados nos corredores.
O hospital recebe também pacientes das províncias vizinhas do Bié, Cuanza-Sul e Cuando Cubango. Os bancos de urgência mostram-se incapacitados em acudir todos os casos, por insuficiência de técnicos e médicos especialistas, além de material indispensável para casos graves.
As causas de internamento resultam principalmente da malária, doenças diarreicas e respiratórias agudas, má nutrição e intoxicação, resultante do mau uso de medicamentos tradicionais, com a taxa de mortalidade a situar-se entre seis a oito casos por dia. O director clínico do Hospital Central do Huambo, Fernando Felisberto de Almeida, disse que o funcionamento é assegurado por 127 médicos, entre nacionais e estrangeiros, e 350 enfermeiros, número considerado exíguo para responder a demanda.
O hospital debate-se também com problemas de manutenção dos equipamentos de tomografia, monitorização, de triagem, monitores cardíacos, limitações em medicamentos anti-ácidos e anestésicos e insuficiência de maqueiros e vigilantes.
                                                                                                 
Centro de hemodiálise
Apesar dos constrangimentos referenciados, nem tudo vai mal no hospital. O centro de hemodiálise assegura com eficiência os 106 doentes com insuficiência renal, assistidos diariamente, dos quais 17 que sofrem de outras doenças como hepatite-B e C, bem como HIV-sida.
     O centro funciona com 20 máquinas para hemodiálise, quatro médicos, dos quais dois nefrologistas cubanos, e igual número de médicos angolanos de clínica geral e 15 enfermeiros.
       A enfermeira-chefe, Glória Nlandu, referiu que o centro efectua semanalmente três sessões de purificação do sangue por paciente e, tal como o Hospital Geral, assiste,  também,  doentes provenientes do Cuanza-Sul, Bié, Benguela e Cuando Cubango.
 M.Wambo e E.Camassete

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