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Hospital no Planalto Central necessita de meios técnicos

António Canepa| Huambo

O hospital da empresa dos Caminhos-de-Ferro de Benguela (CFB), na província do Huambo, precisa de mais técnicos e de meios, para fazer face ao grande número de doentes que acorrem todos os dias àquela unidade.

A unidade sanitária afecta ao CFB tem capacidade para internar cerca de cem pacientes
Fotografia: Dombele Bernardo

O hospital da empresa dos Caminhos-de-Ferro de Benguela (CFB), na província do Huambo, precisa de mais técnicos e de meios, para fazer face ao grande número de doentes que acorrem todos os dias àquela unidade.
A directora, Maria Sucumula, disse ontem que, todos os dias, o hospital regista um elevado número de pacientes, principalmente dos bairros próximos, para consultas nas diversas especialidades ali existentes.
A unidade tem capacidade para internar cerca de cem pacientes, nas áreas de pediatria, medicina e pequenas cirurgias. Nos últimos anos, deixou de prestar serviço de partos e consultas de obstetrícia.
Neste momento, funciona com 31 técnicos, entre os quais quadros médios, básicos, auxiliares de enfermagem e pessoal de apoio.
“Não temos médicos. Para as consultas e tratamento dos doentes que necessitem destes especialistas, nós contamos apenas com um colaborador do hospital central”, lamentou Maria Sucumula. />A directora referiu que o hospital já foi uma das unidades de referência a nível da região centro do país, devido aos serviços que prestava aos funcionários do CFB e doentes oriundos de outras regiões.
Mas, hoje, Maria Sucumula garante que até medicamentos e reagentes para análises clínicas se tornaram grandes problemas.
No ano passado, o hospital recebeu alguns colchões, mas continuam sem ser utilizados por falta de autorização do governo provincial do Huambo.
Apesar de ser uma instituição de propriedade privada, o hospital atende qualquer paciente, seja funcionário da empresa, habitante dos bairros periféricos da cidade.
Para atender estes doentes, o hospital cobra 300 kwanzas por cada análise clínica e consulta, enquanto para internamento é cobrado igual valor por dia, valores que servem para minimizar as dificuldades do próprio hospital, salientou a directora.

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