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Huambo aumentou o quadro de docentes

Mário Clemente | Huambo

A Educação no Huambo conta, este ano, com mais 1.351 novos professores e 290 oficiais administrativos, admitidos no concurso público do ano passado, para reforçar o sector este ano lectivo.

Governo aposta no aumento de escolas e professores para baixar os índices de analfabetismo
Fotografia: Jornal de Angola

A Educação no Huambo conta, este ano, com mais 1.351 novos professores e 290 oficiais administrativos, admitidos no concurso público do ano passado, para reforçar o sector este ano lectivo.
Os dados foram avançados na quarta-feira pelo director provincial da Educação, Ciência e Tecnologia, Sampaio do Amaral, durante o acto provincial da abertura oficial do ano lectivo 2013, realizado no Pavilhão Multiusos Osvaldo Serra Van-Dúnem.
Até 2015, o sector vai precisar de pelo menos mais quatro mil professores para colmatar a procura que não pára de aumentar. “O sector está a crescer, o número de alunos aumenta todos os anos, por isso vamos precisar de pelo menos mais quatro mil professores até 2015”, realçou Sampaio do Amaral.
O Governo está a construir escolas com 26 salas em todos os municípios, com turmas do magistério primário, com intuito de preparar e incentivar os jovens locais a ingressar na educação, para aliviar as dificuldades no sector, principalmente nas zonas rurais.
O vice-governador da província para a área económica, Francisco Fato, exortou os novos professores a cumprirem o juramento feito e prometeu muito rigor na tomada de medidas contra os faltosos, utilizando mecanismos de fiscalização mais severos.
“Os professores que não se encontrarem nos seus postos de trabalho e derem aulas uma vez por semana vão ser imediatamente despedidos”, disse Francisco Fato.
Para este ano lectivo a província do Huambo conta com 4.582 salas, 590.332 alunos matriculados e 18.513 professores.
“As salas de aulas ainda não cobrem as necessidades, por isso o esforço do Executivo continua no sentido de construirmos, cada dia que passa, mais salas, porque o objectivo central é amanhã termos um índice de analfabetismo igual a zero, no país e na província”, acrescentou o vice-governador. O secretário para os Assuntos Jurídicos e Laborais do Sindicato da Educação, Cultura, Desporto e Comunicação Social, Eusébio Dumba, considerou a educação como um dos sectores que deve merecer atenção especial do poder Executivo, pelo seu papel insubstituível de preparar a força motriz da Nação, as crianças, adolescentes e jovens, para assegurar os direitos elementares do homem, numa sociedade democrática e de Direito.
Eusébio Dumba afirmou que a abertura do ano obriga à reflexão sobre algumas questões que têm de ser solucionadas de imediato, para evitar contrariedades e embaraços. O jurista referia-se à actualização de categorias e ao novo estatuto da carreira docente, técnicos pedagógicos e especialistas de administração de educação.
Segundo ele, o incremento na prática de subsídios de isolamento ou periferias serve de incentivo aos professores para permanecerem nas escolas em aldeias distantes e isoladas, evitando o abandono laboral.

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