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Huambo melhora sementes e plantas para garantir a segurança alimentar

Victoria Quintas | Huambo

O Centro Nacional de Recursos Fitogenéticos, localizado na cidade do Huambo, vai continuar a melhorar a variedade genética das plantas e sementes cultiváveis para garantir a segurança alimentar das populações, disse, na sexta-feira, ao Jornal de Angola, a responsável da instituição.

O centro tem dado atenção especial à conservação de variedades de plantas e sementes adaptadas às condições climáticas do país
Fotografia: Victoria Quintas | Huambo

O Centro Nacional de Recursos Fitogenéticos, localizado na cidade do Huambo, vai continuar a melhorar a variedade genética das plantas e sementes cultiváveis para garantir a segurança alimentar das populações, disse, na sexta-feira, ao Jornal de Angola, a responsável da instituição.
Elisabeth Matos afirmou que o centro tem dado atenção especial à conservação da biodiversidade agrícola, em particular às variedades locais de plantas e sementes adaptadas às condições físicas, biológicas e climáticas do território nacional.
O objectivo do centro, referiu, é estudar o património de recursos fitogenéticos, tendo em vista a sua utilização para a segurança alimentar e o desenvolvimento da economia nacional.
As áreas de intervenção do centro, frisou, incluem investigação científica, formação graduada e avançada e, futuramente, pós graduação nas áreas de levantamento e de recolha de recursos genéticos de plantas agrícolas, medicinais, florestais, industriais e ornamentais.
A instituição, disse, está concentrada na recolha, melhoria e conservação das variedades locais de plantas cultiváveis, sobretudo alimentares, e por isso tem andado pelos municípios de várias províncias para a recolha de amostras, de modo a obter as mais diversas colecções.
“Até Junho de 2010 colhemos mais de 3.500 amostras de variedades locais de culturas alimentares em 80 por cento dos municípios do país”, revelou, frisando que faltam apenas os das Lunda-Norte, Lunda-Sul, Zaire e Cunene, onde as colheitas vão ser feitas ainda este ano.
Do material colhido, declarou, foram obtidos bons resultados logo nas primeiras experiências, confirmando que em Angola há muita variedade genética.
 Como exemplo mencionou o caso do milho, garantindo que em Angola há mais de mil variedades.  O milho em Cabinda, exemplificou, é diferente caracteristicamente do da Huíla e o do litoral é diferente do resto do país, o que significa que as variedades locais estão adaptadas às condições onde são cultivadas. 
Esta adaptação, disse, deve-se ao facto dos agricultores durante anos cultivarem nos mesmos locais as variedades que, por selecção natural da área, se tornam em variedades locais, com características próprias, adaptadas aos solos, resistentes às pestes e doenças, bem como à distribuição das chuvas nestas áreas específicas.
 O Centro existe oficialmente desde 1998 e é uma estrutura da Universidade Agostinho Neto, criada com vista à conservação, investigação e utilização de recursos fitogenéticos e formação de quadros. Funciona em colaboração com o Ministério da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas.

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