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Huambo necessita de mais electricidade

A província do Huambo vai necessitar, até 2013, de cerca de 60 megawatts de energia para alimentar as redes residencial, comercial e industrial, necessitando, actualmente, de 37 megawatts.

A província do Huambo vai necessitar, até 2013, de cerca de 60 megawatts de energia para alimentar as redes residencial, comercial e industrial, necessitando, actualmente, de 37 megawatts.
Com 2,3 milhões de habitantes, o Huambo tem disponíveis apenas 21 megawatts de potência, produzidos por centrais termoeléctricas. Outras potências derivam de sistemas solares em 23 localidades, principalmente em instituições públicas.
Dessas referidas redes, a que mais vai crescer, em termos de necessidade, é a residencial que vai atingir os mais de 32 megawatts em 2013, seguindo-se a industrial com uns 22. A rede de consumo comercial vai crescer pouco, uma vez que de um megawatt de 2010, apenas vai necessitar de 1,78 em 2013.
Estes dados constam de um documento do sector de Energia e Águas, apresentado ontem, que reporta a evolução da necessidade de energia de 2002 até 2013 na província.
Segundo o documento, em 2002, a província necessitava apenas de aproximadamente três megawatts de energia para todas as redes.
As projecções do sector de Energia e Águas estarão satisfeitas, antes do pico, com a entrada em funcionamento da barragem do Ngove, que em 2011 entra em funcionamento para produzir 60 megawatts de energia eléctrica.
O documento refere ainda que há estudos para a produção de energia eléctrica em pequenas centrais hídricas (em localidades onde os custos de transportação seriam maiores que os lucros), sistema solar e energia eólica que, devido às características da deslocação do ar na região, poderá não ser viável.
Sobre o aproveitamento das biomassas no Huambo, o secretário de Estado da Energia, João Baptista Borges, avançou a possibilidade de a produção hídrica de energia eléctrica na província ser compensada, no futuro, por centrais que utilizarão essa fonte de energia.
Segundo João Baptista Borges, a opção por estes recursos como fonte adicional de energia advém do grande crescimento em termos de procura de energia eléctrica e da perspectiva de desenvolvimento industrial da província do Huambo e arredores.

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