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Huambo oferece cursos de mestrado

Victória Quintas | Huambo

A Universidade José Eduardo dos Santos (UJES) continua a criar as condições para ministrar, a partir de Março próximo, o curso de mestrado em direito, com duas opções, nomeadamente direito empresarial e direito penal.

Inscrições para os candidatos às vagas disponibilizadas pela Universidade José Eduardo dos Santos começaram no dia 2
Fotografia: Paulo Mulaza | Edições Novembro

Segundo o reitor da UJES, Cristóvão Simões, actualmente decorrem os preparativos finais, para apurar as equipas docentes e estudantes. O curso de mestrado em sanidade animal na Faculdade de Medicina Veterinária, acrescentou, decorre normalmente.
Cristóvão Simões referiu que ao nível da Faculdade de Economia estão igualmente a procurar implementar um curso de mestrado, para o qual ainda não existem as devidas autorizações do Ministério do Ensino Superior.  
A UJES tem disponíveis, para o próximo ano académico, 2.597 vagas, a serem disputadas nas distintas unidades orgânicas da V Região Académica, através de exames de aptidão, cujas inscrições decorrem desde o passado dia 2 e vão até ao dia 20 do corrente mês.
Cristóvão Simões disse que na cidade do Huambo a Faculdade de Ciências Agrárias, com dois cursos, Agronomia e Engenharia Florestal, vai receber 120 novos estudantes, enquanto a Faculdade de Economia fica com 360 vagas, distribuídas entre o regime regular e pós-laboral.
A Faculdade de Direito tem 240 novas vagas para o período regular e pós-laboral, a Faculdade de Medicina 72, a de Medicina Veterinária tem 60, o Instituto Superior Politécnico (ISP), com 9 cursos, recebe este ano 60 novos estudantes para o curso de enfermagem e para o de laboratório clínico 50.
Ainda no ISP, o curso de electromedicina conta com 30 vagas, engenharia informática 40 lugares para o curso regular e 50 para o curso pós-laboral. Engenharias electrónica e telecomunicações 40 para o regular e 50 para o curso pós-laboral, arquitectura 25, mecânica 25, hidráulica 25 e construção civil 30 novas vagas.  
Cristóvão Simões disse que tiveram constrangimentos no ano lectivo passado, nos cursos de aquicultura, da Faculdade de Medicina Veterinária, e recursos hídricos na Escola Superior Politécnica do Bié. “No curso de aquicultura, iniciado no ano lectivo de 2017, era suposto os alunos que vão agora para o segundo ano beneficiarem de novos recursos materiais, como laboratórios, tanques de piscicultura e outros meios que ainda não foram disponibilizados, razão pela qual não temos a certeza se o curso de aquicultura vai ter novos ingressos ou não,” disse o reitor. Segundo Cristóvão Simões, se for ultrapassada a dificuldade até Março, altura em que arranca o ano lectivo, poderão ser recebidos novos estudantes.
O reitor explicou que os estudantes que farão agora o segundo ano vão continuar, por estarem ainda nas ciências básicas, que podem ser ministradas, como a matemática, física e química.
Cristóvão Simões acrescentou que a Escola Superior Politécnica do Bié, no curso de recursos hídricos, que já está no seu quarto ano, enfrenta dificuldades com a falta de laboratórios e similares, que também ainda não estão garantidos.
Ao balancear o ano lectivo 2017, o reitor disse que houve bom aproveitamento, na ordem dos 85 por cento, e não houve irregularidades do ponto de vista de docência, nem de aprendizagem nas unidades orgânicas.
“Neste momento não temos problemas de falta de docentes para a manutenção da actividade lectiva. Em termos de infra-estruturas está igualmente tudo bem”, concluiu o reitor.

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