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Huambo torna terras cada vez mais aráveis

Mário Clemente | Huambo

Mais de 3.500 hectares de solos para o cultivo de diversas hortícolas foram corrigidos com calcário e gesso agrícola nos municípios do Huambo, Caála, Londuimbali, Longonjo, Bailundo e Catchiungo, durante o presente ano agrícola, revelou o chefe de departamento provincial do Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA).

Técnicos agrários traçam novas estratégias para que os camponeses da província do Huambo possam produzir melhor e com segurança
Fotografia: Francisco Lopes | Edições Novembro-Huambo

Victorino Chonguela falava durante o seminário sobre a “Utilização do calcário agrícola”, realizado na Faculdade de Ciências Agrárias, na Chianga, sob o lema “Corrigir o solo para produzir mais alimentos”.
O encontro visou contribuir para o desenvolvimento da agricultura no país, desenvolver sinergias, quer entre as instituições do Estado, quer entre as empresas privadas, para promover uma cultura de mudanças, através de correcções de solos agrícolas e partilhar informações sobre a importância do uso do calcário agrícola e lançar o programa de correcção do solo na província.
Com esta experiência, o sector agrícola da província pretende cobrir paulatinamente toda a região com a correcção dos solos e fazer com que esta prática faça parte da cultura do camponês.
Victorino Chonguela explicou que o IDA é o órgão responsável pela recolha de amostras, análises dos solos e recomenda a utilização de métodos e quantidades de calcário e adubo a utilizar. O chefe de departamento sublinhou que, com as experiências já realizadas, o sector conseguiu fazer com que os camponeses aumentassem de forma gradual, de 500 quilos para uma média de três toneladas e meia de produção, o que permitiu resolver parte das suas necessidades familiares e minimizar a pobreza nas suas comunidades.
O director provincial da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, António Manuel Teixeira, disse que a disponibilidade de alimentos e o acesso a eles para a população vai continuar a constar da agenda do Executivo angolano, para uma melhor qualidade de vida.
António Teixeira referiu ser com base neste sentido que o Estado está empenhado na aplicação desta tecnologia e na promoção de vários ciclos de seminários, para oferecer aos produtores garantias de produzir melhor e em segurança.
Apontou que a elaboração e a implementação da estratégia da segurança alimentar são um dos principais instrumentos que o Governo utiliza para a elaboração de programas e projectos, com vista a evitar a fome, visto que a agricultura é a principal ocupação da população rural angolana.
O director da empresa Agro-Secil, Augusto Mira Gaia, disse que, na sequência do desafio lançado pelo Executivo para a diversificação da economia, a sua instituição deu a sua contribuição, através de produtos que servem para as correcções agrícolas.
“Estamos numa zona em que a necessidade de correctivos é grande, por isso é que viemos apresentar esses produtos que são o calcário e o gesso agrícola produzidos em grande escala, através das fábricas de cimento”, disse Mira Gaia.
No encontro, foram discutidos e apresentados temas como “Os solos da província do Huambo e estratégias de gestão da sua fertilidade”, “Análise laboratorial dos solos, factor indispensável para a correcção dos solos”, “Tipo de correctivos e sua utilização agrícola”,  “Agro-Secil, um parceiro do sector agrário”, “Apresentação das experiências de correcção de solos na província do Huambo” e “Metodologias de intervenção nos municípios”.

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