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Ilha dos Amores é um paraíso para turistas

João Constantino|Huambo

Mais conhecida por Ilha dos Amores, no leito do rio Cuito, a comuna do Chipeio está localizada a 33 quilómetros da sede do município da Ecunha.

Fotografia: João Constantino

Mais conhecida por Ilha dos Amores, no leito do rio Cuito, a comuna do Chipeio está localizada a 33 quilómetros da sede do município da Ecunha. É uma terra de paisagens pitorescas e paradisíacas. No meio das altas montanhas nasce o morro do Moco, o ponto mais alto de Angola.

Para chegar à única comuna do município da Ekunha é preciso percorrer uma estrada em mau estado, de 33 quilómetros. No tempo das chuvas só as viaturas todo-o-terreno conseguem transpor os obstáculos.
A paisagem é encantadora e faz esquecer a viagem penosa e cansativa. O administrador municipal da Ecunha, Ventura Filipe, anunciou à nossa reportagem que estão a ser construídos edifícios para a administração comunal, um posto da Polícia Nacional e um mercado.
No interior da vila do Chipeio os vestígios da guerra ainda são notórios. Mas, mais notórias são as realizações do Executivo e do Governo Provincial em tempo de paz. Foi construído um hospital com capacidade para internar dez doentes e com maternidade, consultas externas, laboratório de análises clínicas e pediatria.
A construção da escola do primeiro ciclo é nova e tem seis salas. No Chipeio também foram construídas casas para os técnicos. Um grupo gerador fornece energia eléctrica mas apenas durante a noite.
No Chipeio, as terras aráveis são propícias à agriculta e pecuária. As principais culturas são batata, milho, feijão e hortícolas. A população é 85 por cento camponesa. “Os nossos agricultores produzem batata, fazem a sua colheita e o comércio. Desde a era colonial que somos conhecidos como a rainha da batata”, disse.
Mas a dificuldade no transporte dos produtos agrícolas é preocupação constante dos produtores e criadores de gado: “produzimos muito, mas as estradas não estão boas. Os produtos estragam-se no tempo das chuvas. A outra preocupação dos agricultores é o adubo, que temos recebido em quantidade reduzida”, disse.

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