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Indicadores favoráveis no Huambo

Justino Vitorino e Tatiana Marta | Huambo

O Programa de Desenvolvimento Rural, Combate à Fome e à Pobreza a nível da província do Huambo está a registar bons resultados, disse ontem o director nacional da Unidade Técnica do Programa do Executivo. 

Sector da Agricultura continua a merecer uma atenção redobrada das autoridades provinciais para o combate à pobreza nas comunidades
Fotografia: Arão Martins

Boa António Pedro fazia uma avaliação do programa após uma visita de trabalho à província para avaliar o grau de execução das obras de várias infra-estruturas sociais, construídas no município-sede do Huambo, nas comunas da Calima e de Chipipa, e em Cachiungo.
Boa António Pedro mostrou-se animado com os resultados das acções relacionadas com o melhoramento do abastecimento de água potável, assistência médica e medicamentosa, extensão da rede escolar, merenda escolar e das infra-estruturas rodoviárias nas localidades visitadas.
Os equipamentos sociais estão a contribuir para a melhoria da qualidade de vida de muitas famílias, com realce as do meio rural, reconheceu o director nacional da Unidade Técnica de Combate à Pobreza, que revelou constatar um crescimento na construção de equipamentos sociais no domínio da educação, saúde, agricultura, sistemas de água e de energia eléctrica.
Boa António Pedro aconselhou  as autoridades locais a aumentarem o número de técnicos, com vista ao preenchimento das vagas nas unidades sanitárias actualmente em construção.
A iniciativa da Administração Municipal de Cachiungo na racionalização dos recursos alocados para a execução do programa foi elogiada por Boa António Pedro, que a considerou um modelo a ser seguido por outras administrações do país. O director nacional da Unidade Técnica de Combate à Pobreza solicitou aos administradores municipais para uma maior poupança dos recursos alocados para o   programa, para se atingirem os objectivos traçados pelo Executivo.
Boa António Pedro referiu que se deve trabalhar para que as infra-estruturas reúnam o consenso das populações.Durante a sua estada na província do Huambo, o director nacional da Unidade Técnica de Combate à Pobreza visitou escolas, postos de saúde e tomou contacto com os programas de fomento da agricultura nas comunas de Calima e Chinhama.

Execução de projectos

O vice-governador do Huambo para o sector Económico, Joaquim da Conceição, afirmou que existem municípios mais avançados que outros, em termos de execução do Programa de Combate à Pobreza.
Joaquim da Conceição apelou aos administradores dos municípios menos desenvolvidos para imprimirem a mesma dinâmica no sentido de diminuírem os problemas da pobreza.

Combate à malária

O diagnóstico e tratamento da malária ficaram mais acessíveis à população do Huambo, com a entrada em funcionamento da rede de farmácias “Tem Mais”, uma iniciativa da organização não governamental Population Services International (PSI), em parceria com a direcção local da Saúde. A gestora do programa de saúde e marketing social da PSI/Angola, Suse Emiliano, disse que as farmácias da rede “Tem Mais”, abertas ao público em Abril do ano passado, começaram no mês passado a prestar serviços de diagnóstico e tratamento da malária.
As referidas farmácias são as únicas em Angola que realizam essa função, por intermédio de especialistas credenciados pelo Ministério da Saúde para fazer o diagnóstico e tratamento da malária. Até ao momento, a rede formou mais de 200 técnicos de farmácia.
Suse Emiliano disse que, desde a criação da rede, foram atendidas 36.096 pessoas com sintomas de malária, resultando em 19 mil pacientes submetidos a tratamento.
Se o resultado do teste for negativo, o cliente paga 200 kwanzas e é encaminhado para a unidade de saúde mais próxima, para ser conhecida a origem da febre. Caso seja positivo, o paciente recebe o tratamento adequado e paga 300 kwanzas.
Suse Emiliano sublinhou que o dinheiro cobrado financia a rede e cobre algumas despesas e revelou que cerca de 40 por cento de casos atendidos pelas farmácias da rede “Tem Mais” corresponde a crianças menores de cinco anos, por ser a população mais vulnerável à malária.
A gestora revelou que os técnicos são supervisionados por especialistas que prestam o apoio necessário, para garantir a qualidade dos serviços.
Questionada sobre a aceitação dos serviços pela população, a gestora disse ser elevada, tendo em conta o número de pessoas que diariamente procuram as farmácias.
A PSI também realiza campanhas de informação nas rádios e em outdoors, para que a população utilize os serviços da rede, com o intuito de baixar os índices de mortalidade.

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