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Instituição quer contribuir para o aumento da produção

A Faculdade de Ciências Agrárias (FCA) da Universidade José Eduardo dos Santos, na cidade do Huambo, pretende contribuir no aumento da produtividade agrícola nacional, através do seu programa de extensão universitária.

Camponeses passam a ter apoio técnico científico para o aumento da produção agrícola
Fotografia: Maria Augusta

A intenção foi manifestada, na segunda-feira, pela decana da instituição, Imaculada da Conceição Matias, durante o ciclo de conferências das jornadas científicas da universidade, que decorre até ao dia 12.
Imaculada da Conceição Matias afirmou que o primeiro passo para este fim foi dado, este ano, com a criação do gabinete de apoio aos camponeses, voltado para o alargamento das políticas e técnicas de cultivo mais eficientes, no âmbito dos desafios actuais de diversificação da economia nacional.
A decana da FCA explicou que o objectivo é transmitir aos camponeses os resultados a serem alcançados com os trabalhos de investigação, para a sua aplicação nos campos de cultivo agrícola.
Ao criar o gabinete de apoio aos camponeses, disse Imaculada da Conceição Matias, os agricultores poderão beneficiar-se de técnicas, cientificamente comprovadas, que permitem aumentar o rendimento agrícola.

Sector agrícola


O sector agrícola do país e, em particular do Huambo, carece de novas estratégias para se alavancar e contribuir mais no desenvolvimento económico da nação, afirmou no Huambo, o docente universitário Ezequiel Rodrigues Lote. Ao abordar o tema “ Empresas agrícolas e desenvolvimento económico: Potencialidades na província do Huambo”, nas III jornadas científicas da Universidade José Eduardo dos Santos, Ezequiel Rodrigues Lote considerou que das estratégias devem constar o acesso a matéria-prima a preços mais baixos, para a entrada de mais famílias e empresários neste ramo, criação de mais postos de trabalho e aumento da cadeia alimentar.
O professor universitário considerou fundamental haver investimentos que facilitem o escoamento dos produtos do campo para a cidade, bem como a sua transformação na cadeia industrial, sendo um dos principais empecilhos do progresso deste ramo, essencial no combate à fome e à pobreza.
Em função do número de membros que compõem as empresas agricultas familiares e empesariais, actualmente no país e, em particular nesta região, observa-se que o sector tem cumprido com a sua atribuição no processo de desenvolvimento, que se resume na geração de mão de obra e criação de mercado, facto que pode ser ampliando com mais investimentos, considerou Ezequiel Rodrigues Lote.
“Embora não se tivesse tido em conta a divisão geográfica campo e cidade, se constata que a produção beneficia as famílias nas zonas rurais e urbanas, com preços de alimentos mais baixos”, concluiu.

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